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Inquérito aponta que criança não teria sido agredida por professora em Urussanga

Investigações foram encaminhadas ao Ministério Público

Por Gabriel Mendes Criciúma, SC, 13/03/2023 - 11:36 Atualizado em 13/03/2023 - 11:39
Foto: Arquivo/ 4oito
Foto: Arquivo/ 4oito

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Foi concluído pela Polícia Civil, o inquérito sobre o caso de uma suposta agressão a um aluno no Centro Educacional Vereador Erotides Oprendino Borges, no bairro Da Estação, em Urussanga. O episódio aconteceu no mês de fevereiro. A alegação era de que a criança sofreu um puxão na perna enquanto dormia na unidade. 

Segundo o delegado responsável pelo caso, Márcio Campos Neves, o machucado na criança não foi causado por um puxão. “A lesão foi por um instrumento contundente, ela foi verificada e não pode ter sido causada por um puxão, provavelmente, pode ter sido uma queda”, explicou.

Ao ouvir as duas pessoas que tiveram contato com a criança, algo que chamou a atenção do delegado foi que quem coloca ela para dormir não é a mesma pessoa acusada por familiares de ser a responsável pela lesão.

Uma audiência foi marcada para que o Ministério Público e o Poder Judiciário pudessem ouvir a criança acompanhada de uma psicóloga. “A legislação proíbe que crianças menores de sete anos sejam ouvidas pela polícia. Não somos o pessoal mais preparado, então sugerimos a audiência para tentar descobrir o que realmente aconteceu”, diz o delegado.

Em imagens da saída da escola, foi possível ver que a criança sai mancando e tem uma queda, ficando alguns segundos no chão e precisando de ajuda da mãe. A chance da criança ter chegado na escola com a lesão não está descartada. “Chamamos os familiares para verem as imagens e analisarem. O fato é que a saída dela é muito diferente, ela saiu diferente de quando entrou, também tem a possibilidade de ter machucado nessa queda na saída”, relata Neves.

A professora que havia sido acusada de lesionar a criança foi atacada nas redes sociais durante o período de investigação e, para o delegado, isso é um dos problemas da internet. 

“O tempo da investigação feita com cautela demora um tempinho. Se você joga qualquer informação na internet tem pessoas frustradas na vida que julgam, acusam e condenam sem qualquer direito de defesa”, explica Márcio. “Acusaram a professora e ela participou, nos ajudou em tudo e sempre se colocou à disposição”, complementa.

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