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* as opiniões expressas neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do 4oito
Por Adelor Lessa 12/05/2026 - 18:51 Atualizado há 6 horas

A prefeitura de Criciúma, através da secretária de educação, Geovania Benedet, discutiu hoje com a direção local do SESI a possibilidade de assumir a gestão das creches do municipio (foto).

Também foram feitas reuniões on line com organizações sociais que manifestaram interesse no contrato de prestação de serviço. Algumas, de fora do estado (foto).

Nesta quarta-feira, 7h30, o prefeito Vaguinho Espíncola vai se reunir com a secretaria Geovania Benedet para avaliar encaminhamentos. Procuradoria do Município e assessores mais proximos também pariticiparão.

A prefeitura não é parte na greve, porque os professores são da Afasc, que não é da prefeitura.

Mas, no momento em que as creches não funcionam, e os pais não tem onde deixar os seus filhos durante o dia, enqanto trabalham, é porque a Afasc não "entregou" o que está previsto em contrato, e a prefeitura tem que agir. Não para se envolver na negociação com professores, mas para fazer funcionar as creches.

Pelo que está posto, com a greve acontecendo, creches paradas, pode estar encerrando o tempo de Afasc na gestão das creches do município.

Afasc foi criada pela esposa do ex-prefeito Algemiro Manique Barreto, dona Zulma, na decada de 70, para fazer assistência social e movimentar os clubes de mães nos bairros. Com o tempo, passou a assumir as creches, que é uma alternativa mais econômica para a prefeitura, porque funcionários não precisam ser efetivos, dissidio é diferente e outras peculiaridades. Durou até hoje. Mas, está evidente que o modelo venceu (e o Ministério Público está em cima cobrando o seu fim).

A tendênca é a prefeitura contratar uma nova organização social (que pode ser de fora da cidade ou do estado), ou fechar parceria com o SESI, e antecipar o fim do contrato com a Afasc para gestão das creches, que está marcado para vencer em dezembro.

A greve dos professores da Afasc acabou precipitando o que deveria acontecer mais na frente.  

Mas a falha da gestão da Afasc em não prever, ou não dimensionar, o tsunami que estava se formando, e não ter tomado providências em tempo para evitar, nem se preparado para o impacto, também foi marcante neste episódio.

Agora, é gestão de danos, e refazer rotas para ter as creches funcionando o mais rápido possivel para tranquilidade dos pais de quase seis mil crianças (boa parte de colo). 

Por Adelor Lessa 11/05/2026 - 21:51 Atualizado em 11/05/2026 - 22:50

O governador Jorginho Mello (PL) nomeou o ex-deputado e ex-presidente estadual do PP, Leodegar Tiscoski, como secretário de indústria e comércio do estado.

O ato 934/2026 assinado pelo Governador foi publicado pelo Diário Oficial na noite desta segunda-feira.

O ex-secretário, Edgard Usuy, foi nomeado secretário adjunto.

Leodegar era presidente do PP quando foi realizada a reunião com candidatos a deputado que aprovou apoio à reeleição do Governador Jorginho.

Menos de dois dias depois, o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, destituiu Leodegar da presidência e nomeou o senador Esperidião Amin.

Dias depois, Leodegar estava na mesa das autoridades na reunião dos prefeitos, vices e deputados do PP com o Governador, quando foi confirmado apoio à sua reeleição. 

 

  

Por Adelor Lessa 11/05/2026 - 19:52 Atualizado em 11/05/2026 - 22:11

O Tribunal Regional do Trabalho, em decisão assinada agora à noite pelo juiz Hélio Henrique Garcia Romero, rejeitou o pedido de liminar feita pela Afasc contra a greve dos professores, que está marcada para começar nesta terça-feira.

Na decisão, o juíz escreve: "não verifico elementos para suspender a deflagração do movimento paredista anunciado pela categoria profisional representada pelo sindicato suscitado, tampouco para estabelecer, conforme pedido sucessivo, patamar minimo para a manutenção dos serviços em atividade não essencia na acepção da Lei numero 7.783/1989".

O juíz nao considerou na decisão os possíveis efeitos da greve.

Com a decisão, a greve começa nesta terça-feira, por tempo indeterminado.

Os professores exigem o pagamento do piso nacional do magistério, que representa um aumento de mais de 60% nos seus salarios.

A Afasc apresentou proposta de 6,4%.

O advogado Alexandre João informou que vai encaminhar recurso nesta terça-feira.

A Afasc ajuizou na tarde desta segunda-feira no Tribunal Regional do Trabalho o dissidio coletivo de greve, informando que o Sindicato dos Professores comunicou que, em assembléia geral, a categoria resolveu deflagrar greve a partir desta terça-feira, dia 12, reivindicando a adoção do piso nacional do magistério público.

Acrescenta que a legislação limita a aplicação do piso ao âmbito das pessoas juridicas de direito público, não sendo aplicável às pessoas jurídicas de direito privado, que é o caso da Afasc e que a aplicação do piso representaria aumento de 63%.

Por fim, sustenta que a apliação coercitiva do piso do magistério a trabalhadores de entidade privada é ilegal, e assim evidencia o abuso do direito de greve.

O "núcleo" dos argumentos da Afasc não foram considerados pelo juíz do TRT.

Na sua decisão o juíz escreveu: "Na linha do que dispõe a lei de greve, para declaração de abusividade de movimento paredista em atividades não essenciais, a categoria profissional há que descumprir os requisitos legais formais estabelecidos no Diploma Legal, quais sejam: não comunicação ao empregador ou ao sindicato da categoria econômica com antecedência minima de 48 horas; ausência de tentativa de negociação; não autorização por meio de assembléia da categoria profissional para deflagração do movimento paredista; prática de atos de violência ou coação; manutenção da greve após negociações coletivas. No caso, o proprio suscitante (a Afasc) apresenta documentação que deixa assente terem ocorrido várias reuniões para tentativa de negociação coletiva".

Acrescenta ainda o Juíz que o Sindicato comunicou com antecedência superior a 48 horas, e que não há menção de atos de violência, coação, esbulho ou turbação, e que não há nem sequer menção ou indícios de que o Sindicato tenha feito ameaças de que tomaria medidas dessa natureza quando da deflagração da greve.

Por Adelor Lessa 07/05/2026 - 18:12 Atualizado em 08/05/2026 - 07:12

O prefeito Vagner Espíndola, o Vaguinho (PSD), definiu nesta quinta-feira, em Florianópolis, que o governador Jorginho Mello (PL) estará em Criciúma, provavelmente no dia 22 de maio, para assinatura de atos para obras que vão totalizar mais de R$ 200 milhões.

É possível que a agenda seja ajustada para o Governador estar em Criciúma para a assinaturas dos aos no dia 21 de maio.

Entre as obras que serão liberados, estão três elevados, oito unidades de saúde, pontes e pavimentação de rodovias.

Algumas das obras terão ordem de servico, como as unidades de saúde e as pontes. Os elevados terão assinatura dos convênios e autorização de licitação.

Os detalhes foram acertados nesta quinta-feira e serão anunciados em detalhes nas próximas horas.

 

  

Por Adelor Lessa 07/05/2026 - 06:31 Atualizado em 07/05/2026 - 11:38

O deputado Volnei Weber estava com o candidato a governador João Rodrigues (PSD) na reunião de ontem em São João do Sul e nos outros municipios da Amesc.

Hoje, o deputado Thiago Zilli, o prefeito Cesar Cesa e o ex-governador Eduardo Moreira, além de Weber, estarão com João no ato que acontecerá à noite em Araranguá.

São os principais políticos do MDB na região, engajados na campanha de João Rodrigues.

Hoje também estarão no ato de Araranguá o deputado federal Carlos Chiodini, presidente estadual do MDB, e outros prefeitos, deputados e vereadores do partido.

O sul talvez seja a região onde o MDB está mais ligado à campanha de João.

Mas, além do MDB, o PP também.

O principal politico do PP no estado, senador Esperidião Amin, estará no evento de hoje em Araranguá.

O ex-govenador Carlos Moisés, filiado ao União Brasil, candidato a deputado federal, também acompanha João Rodrigues no roteiro no sul. Hoje, ele estava com os deputados Zilli e Weber acompanhando João durante entrevista na radio Imigrantes de Turvo (foto).

João faz roteiro hoje na Amesc e amanhã estará em Criciúma.

O presidente estadual do PSD, Eron Giordani, o acompanha. 

 

 

 

 

Por Adelor Lessa 06/05/2026 - 19:21 Atualizado em 06/05/2026 - 19:57

O Instituto Neokemp divulgou nesta quarta-feira uma pesquisa de intenção de voto para o governo de Santa Catarina.

No cenário estimulado, o governador Jorginho Mello (PL) lidera com 54,2% das intenções de voto, seguido por João Rodrigues (PSD), com 18,3%.

Os entrevistados apontaram maior rejeição ao candidato de centro-esquerda Gelson Merisio (PSB) - 32,6% dos eleitores afirmaram que não votariam nele de jeito nenhum.

Números no cenário estimulado:

Jorginho Mello (PL): 54,2%

João Rodrigues (PSD): 18,3%

Gelson Merisio (PSB): 7,8%

Marcelo Brigadeiro (Missão): 2,8%

Ralf Zimmer (PRD): 1,0%

Não sabe: 8,8%

Branco/Nulo: 7,1%

Se considerar apenas os votos validos, excluindo os percentuais dos eleitores que optaram por não sabe, voto branco ou nulo, Jorginho sobe para 64,44%, o que seria garantia de vitória em primeiro turno. 

A pesquisa do instituto Neokemp apurou a rejeição dos candidatos, perguntando aos entrevistados em qual deles não votariam de jeito nenhum para governador de Santa Catarina.

Gelson Merísio (PSB): 32,6%

Jorginho Mello (PL): 21,7%

Marcelo Brigadeiro (Missão): 7,2%

João Rodrigues (PSD): 6,7%

Ralf Zimmer (PRD): 5,2%Rejeita todos: 6,4%

Não rejeita ninguém: 20,0%

Branco/Nulo: 7,1%

O Instituto Neokemp ouviu 1.008 pessoas entre os dias 4 e 6 de maio. A pesquisa foi encomendada pelo Jornal O Correio do Povo Ltda. A margem de erro é de 3,1 pontos porcentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Registro no TSE nº SC-02820/2026. 

 

Por Adelor Lessa 06/05/2026 - 15:13 Atualizado em 06/05/2026 - 17:04

O comando de greve dos professores da Afasc sepultou a possibilidade de acordo e bateu o pé no pagamento do piso nacional.

Na prática, isso representaria, pelos calculos da Afasc, um aumento de mais de 60%.

Pelo contrato que a Afasc tem com a prefeitura para gestão das creches não tem receita para tamanho incremento nas suas contas.

Sem possibilidade de acordo, o caminho projetado pelos professores é a greve.

A prefeitura, que não é parte no processo, já fez uso da sua condição de contratante da Afasc e a notificou.

Exige o cumprimento do contrato,o que implica na garantia de continuidade dos serviços. 

O impasse, como está, vai levar inevitavelnente a discussão para a Justiça.

Primeiro, e de imediato, a Afasc vai protocolar pedido de liminar para evitar a paralisação dos serviços.

Num segundo momento, deve judicializar o dissídio.

A rigor, a judicialização não interessa para um lado, nem o outro. Porque ninguém pode prever em quanto tempo vai sair decisão, considerando todos os recursos possiveis, e muito menos o que virá de lá, pelo entendimento dos Juízes que vão tratar do processo.

Mas, não restará outro caminho, diante das circunstâncias.

Detalhe importante - o contrato da prefeitura com a Afasc encerra em dezembro. O impasse de agora, e uma possivel greve, ou mesmo a judicialização, pode levar à antecipação do encerramento do contrato para definição de uma nova gestão, ou de uma modalidade diferente de contrato de prestação de serviço e gestão das creches.

Enfim, previsão do que vem pela frente neste caso, nem Márcio Sônego resolve .. 

 

Por Adelor Lessa 05/05/2026 - 21:41 Atualizado em 05/05/2026 - 22:34

Os servidores públicos municipais de Criciúma aprovaram na noite desta terça-feira a proposta da Prefeitura para o dissídio coletivo. Com isso, terão 1% de ganho acima da inflação a todos os servidores.

A aprovação ocorreu em assembleia convocada pelo sindicato que representa a categoria, o SISERP.

Agora, o projeto de lei que trata da revisão geral anual da remuneração dos servidores públicos será encaminhado à Câmara.

Mesmo que o acordo tenha sido aprovado pelos servidores em assembleia, é preciso que seja aprovado pela Câmara de Vereadores.

O acordo não inclui os professores da Afasc, porque a Afasc não é da Prefeitura.

São dissidios distintos, sindicatos distintos.

Nesta quarta feira, 10h, será realizada a reunião para tentativa de acordo entre professores e direção da Afasc.

Reunião será entre a direção do sindicato dos professores e representantes da direção da Afasc.

  

Por Adelor Lessa 05/05/2026 - 12:29 Atualizado em 05/05/2026 - 12:33

O pré-candidato ao Governo do Estado, João Rodrigues (PSD), chegou de surpresa no encontro do MDB com pré-candidatos a deputados em Florianópolis. 

O presidente estadual do MDB, Carlos Chiodini, que recentemente criticou o encontro feito por prefeitos, vice-prefeitos, deputados e a senadora do partido, em Florianópolis, para anunciar apoio ao governador Jorginho Mello (PL), comentou a presença de João Rodrigues na reunião.

“Quando você tem palavra, ande sozinho, mas não abra mão dela. O importante é estar de cabeça erguida. A arrogância está matando essa gente e nós vamos enfrentar o sistema”, afirmou.

Chiodini também planeja a participação na campanha de João, tratada como uma “campanha leve” e “com projeto de estado”. “Coisa que eles não tem”, ponderou.

Confira a participação de João Rodrigues no encontro:

Por Adelor Lessa 05/05/2026 - 07:00 Atualizado em 05/05/2026 - 07:02

A Irmandade da Santa Casa de Misericordia de São Bernardo do Campo, São Paulo, venceu a licitação e vai assuimir a gestão do Hospital materno infantil Santa Catarina, de Criciúma.

Em segundo ficou o Instituto Nacional de Desenvolvimento Humano do Hospital e Maternidade Eugenio Gomes de Carvalho, de Pedro Leopoldo, Minas Gerais.

O Ideas, que administra atualmente o hospital, desistiu da licitação porque não estaria habilitada pela justiça.

O resultado preliminar do edital de chamamento público foi publicado ontem, fim da tarde, pela sceretaria de saúde do estado.

A partir de agora, será aberto prazo para recursos e cumprimento de exigência burocraticas.

A transição na gestão do Hospital acontecerá durante o mês de junho.

Uma condição imposta pela secretaria de saude do estado é que os atendimentos permaneçam inalterados e que os profissionais sejam mantidos.
A Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Bernardo do Campo é uma instituição filantrópica de direito privado, sem fins lucrativos.

 

Por Adelor Lessa 04/05/2026 - 22:44 Atualizado em 05/05/2026 - 05:34

Com a participação de Carlos Bolsonaro, candidato ao senado, o PL realizou nesta segunda-feira uma reunião com deputados federais e estaduais para tratar da mobilização para o encontro que será realizado nos dias 8 e 9 de maio, na Capital, com o presidenciável Flavio Bolsonaro. 

O encontro foi conduzido pelo governador e presidente estadual do partido, Jorginho Mello, com a participação da vice-governadora Marilisa Boehm. 

Participaram da reunião os deputados federais Caroline De Toni, Daniel Freitas, Daniela Reinehr, Ricardo Guidi e Zé Trovão. Também estiveram presentes os deputados estaduais Ana Campagnolo, Carlos Humberto, Ivan Naatz, Jessé Lopes, Marcius Machado, Maurício Peixer, Oscar Gutz, Alex Brasil, Camilo Martins, Jair Miotto e Marcos da Rosa.

Durante o encontro, Jorginho Mello destacou o fortalecimento do partido no estado e a sua consolidação como uma das principais forças políticas.

O vice-presidente estadual do PL, Bruno Mello, reforçou o otimismo com a nominata apresentada e projetou votação expressiva na eleição, com mais de 2,5 milhões de votos.

“Temos uma lista de pré-candidatos forte, representativa e com capilaridade em todo o estado. Quando se soma o potencial de cada um deles, a projeção é clara: vamos fazer mais de 2 milhões e meio de votos juntos. Isso mostra o tamanho do PL em Santa Catarina”, afirmou.

O partido apresentou sua nominata com 41 pré-candidatos a deputado estadual e 17 pré-candidatos a deputado federal. 

O encontro dos dias 8 e 9, sexta-feira e sábado, contará com a presença do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República.

O evento marcará, em Santa Catarina, o pontapé inicial de sua pré-campanha e deve simbolizar o início da mobilização eleitoral da legenda no estado.

Ao encerrar a reunião, Jorginho Mello convocou a bancada e os filiados para o engajamento imediato, destacando que o partido chega mobilizado para transformar o encontro dos dias 8 e 9 de maio em um dos principais atos políticos do ano em Santa Catarina

Por Adelor Lessa 04/05/2026 - 22:22 Atualizado em 04/05/2026 - 23:01

A Assembleia Legislativa realizou sessão solene nesta segunda-feira em homenagem ao Complexo Termelétrico Jorge Lacerda, de Capivari de Baixo.

A proposta da sessão foi do deputado Pepê Collaço (PP), reconhecendo a importância estratégica do Complexo Termelétrico para o desenvolvimento econômico do estado e para a segurança energética do Brasil.

A solenidade, presidida pelo deputado Júlio Garcia (PSD), foi prestigiada por importantes lideranças do estado, como o senador Esperidião Amin, o ex-governador Jorge Bornhausen, além de prefeitos, autoridades e representantes do setor energético.

O evento reforça o reconhecimento a uma atividade essencial que gera empregos, que movimenta a economia regional e sustenta o crescimento de Santa Catarina.

Por Adelor Lessa 04/05/2026 - 20:41 Atualizado em 05/05/2026 - 07:09

A eleição de 2010 em Santa Catarina ficou marcada por um gesto do ex-governador Luiz Henrique da Silveira.

Ele havia renunciado o governo para ser candidato ao senado numa chapa que tinha Paulo Bauer como segundo candidato ao senado.

Luiz Henrique do MDB, Bauer do PSDB.

Ao perceber movimentos que eleitores e filiados do MDB estavam "desviando" o segundo voto, colocando em risco a eleição de Bauer, Luiz Henrique anunciou: "quem vota Luiz Henrique vota Paulo Bauer, e quem não vota Paulo Bauer, que não vote Luiz Henrique".

Deu certo. Luiz Henrique foi o senador eleito mais votado, quase 1,8 milhão de votos, e Paulo Bauer foi eleito para segunda vaga com quase 1,6 milhão de vogos.

O PL deve exigir o mesmo de Carol de Toni na eleição deste ano.

Diante do risco de "desvio" do segundo voto de eleitores de Carol para Esperidião Amin (PP), o PL vai fazer pressao interna pelo "voto casado".

PL vai "pedir" que Carol repita o gesto de Luiz Henrique, sob pena de perder a garantia de reciprocidade.

Abaixo, reprodução do comentário de ontem, na rádio Som Maior, com Laércio Menegaz, a respeito do risco de "casamento aberto" no processo.

Ouça o áudio completo:

Por Adelor Lessa 30/04/2026 - 16:12 Atualizado em 30/04/2026 - 19:32

O Tribunal Regional Eleitoral será inteirado nas próximas horas da decisão da Justiça Eleitoral de Criciúma, que cassou toda a chapa de candidatos a vereador do Republicanos na eleição de 2024, para que faça o cálculo dos votos nas legendas que vai definir quem assumirá a vaga de Aldinei Poteleck.

O vereador Poteleck foi o unico vereador eleito pelo Repubicanos em 2024, e com a sentença de hoje, teve cassada a candidatura e perde o mandato.

O mais provável é que assuma a vaga a candidata do PDT, Tatiane Rodrigues, que foi autora da ação.

Havia especulações que o recaculculo pudesse abrir mais uma cadeira na Câmara, mas o advogado e especialista em direito eleitoral, Pierri Vanderlinde, descarta a possibilidade. Garante que a única mudança seria o PDT na vaga do Republicanos. 

A sentença foi assinada pelo juiz eleitoral Emerson Carlos Cittolin dos Santos. 

Na sua decisão, além de cassar a chapa de candidatos a vereador, o juíz determinou a nulidade dos votos e a inelegibilidade de todos por oito anos. 

O fato motivador da decisão é a fraude na cota de gênero, denunciada em ação movida por Tati de Miranda Rodrigues, que foi candidata pelo PDT em 2024. 

As candidaturas femininas da chapa do Republicanos teriam sido registradas apenas sem a realização de atos efetivos de campanha, o que caracteriza fraude na cota de gênero.

Ainda cabe recurso ao Tribunal Regional Eleitoral.

A Câmara de Vereadores distribuiu nota informando que até o momento não recebeu qualquer notificação oficial que determine a adoção de medidas no âmbito do Poder Legislativo.

"Ressalta-se que eventuais providências relacionadas ao caso competem à Justiça Eleitoral, sendo que qualquer medida por parte da Câmara somente poderá ocorrer após comunicação formal dos órgãos competentes", acrescentou a nota.

O vereador Aldinei Poteleck informa que seus advogados vão recorrer da decisão, e que continuará no mandato até que o TRE se posicione a respeito. 

Disse também que se trata de uma segunda ação sobre o mesmo assunto, e que ja teve ganho de causa na primeira.   

 

 

Por Adelor Lessa 29/04/2026 - 19:35 Atualizado em 30/04/2026 - 19:31

Jorge Messias perdeu no Senado. A sua indicação para ministro do STF foi derrotada, e de goleada.

Mas, a derrota não é dele. É do Presidente Lula.

Vai para conta de Lula.

O seu indicado para o STF precisava de 41 votos. Recebeu só 34.

Derrota acachapante, e histórica.

Nunca antes na histórica da República Nova isso aconteceu.

O Governo e o Presidente Lula estão fragilizados, com credibilidade em queda, a caminho da eleição.

Governo em baixa nas ruas, como mostram as pesquisas.

Governo politicamente fraco no Congresso, ineficiente na articulação politica, como ficou evidente na votação da indicação de Messias.

Lula, conhecido como "craque" na articulação, tem agora o maior desafio de sua longa carreira politica. Reverter uma situação muito ruim, que, se nada mudar, tende a levá-lo a maior derrota de sua vida.  

Para reagir, Lula terá que mudar a sua relação politica com o Senado e o Congresso, para tentar um breque de arrumação e se recuperar politicamente. Tarefa muito dificil.

É mais ou menos como consertar motor do avião durante o vôo, e próximo da aterrissagem.

Lula precisa ser eficiente nesta missão, antes de tudo, para garantir governabilidade do seu mandato.

Depois, para ter uma certa estabilidade politica num ano de eleição.

Além disso, com todo o barulho que está aí, Lula tem que reverter o viés de queda nas pesquisas. 

Vai conseguir?

O tempo dirá, mas não será fácil. Longe de ser fácil. 

O que é fato é que tempos difíceis são facilmente captados na previsão do tempo para Lula e o seu Governo. 

 

 

 

 

Por Adelor Lessa 29/04/2026 - 14:48 Atualizado em 29/04/2026 - 15:32

Parece evidente que os dois lados não querem greve na Afasc. Nem os professores, nem a direção da Afasc.

Prefeitura, muito menos.

Todos querem acordo. Mas, agora, depois de tudo o que aconteceu, e foi dito, chegar lá nao é uma caminhada simples.

O presidente do Sindicato dos professores, José Argente Filho, disse hoje na Som Maior: "os professores não querem greve, querem acordo"

O advogado da Afasc, Alexandre João, fez discurso semelhante: "nós queriamos e queremos acordo, e estamos abertos para negociação".

Os dois lados demonstram estar cientes que, diante das peculiaridades do caso, a judicialização não é interessante para ninguém. Porque ninguém sabe quanto tempo vai demorar, e muito menos o que vai sair de lá.

Os professores, se estivessem firmes e irredutíveis na decisão de fazer greve, teriam comunicado oficialmente a Afasc no dia seguinte da assembléia, terça-feira, e iniciado a contagem do prazo de 48h.

Mas, eles ainda não fizeram o comunicado, só devem fazê-lo na segunda-feira, e esticaram o prazo para 72h. Ou seja, se tiver greve, só a partir de sexta-feira da próxima semana.

Traduzindo: abriram a porta para um acordo.

Diferente de ontem, hoje as duas partes estão conversando. Até o fim da semana podem surgir fatos novos. 

E pelo novo clima, muita água deve ser jogada na fervura para criar um clima de possivel acordo.

 

 

 

 

 

 

 

A

 

 

Por Adelor Lessa 28/04/2026 - 15:16 Atualizado em 28/04/2026 - 15:54

O presidente estadual do MDB, deputado federal Carlos Chiondini, reagiu com uma carta aberta ao encontro feito ontem por prefeitos, vice-prefeitos, deputados e a senadora do partido, em Florianópolis, para anunciar apoio ao governador Jorginho Mello (PL), candidato à reeleição.

É a primeira vez que a divergência interna sobre o assunto leva a um confronto, que, pela contundência da "carta" de Chiondini, deve produzir desdobramentos. 

Ontem, 56 dos 70 prefeitos do MDB no estado, mais 25 vice-prefeitos, três deputados estaduais (dos seis no total), um deputado federal (dos três no total) e a senadora Ivete da Silveira, mais dezenas de filiados do partido, lotaram o salão de atos do Majestic Hotel para o ato com o governador Jorginho Mello.

Hoje pela manhã, Chiodini conversou com os deputados para manifestar sua posição.

Ao meio dia, ele e os deputados Thiago Zilli, Mauro de Nadal e Volnei Weber não participaram do almoço de todas as terças feiras da bancada na Assembléia.

No início da tarde, Chiodini fez circular o documento, onde começa afirmando que "chegou a hora de falar com clareza, sem rodeios e sem medo", e arremata: "O momento que o MDB de Santa Catarina atravessa exige coragem, não silêncio".

Ele lembra que está filiado no partido desde 1999, e que o MDB sempre foi grande porque pensava grande, e destaca o desempenho do partido nas ultimas eleições: "Os números recentes mostram uma realidade que não pode ser ignorada. Em 2018, ficamos fora do segundo turno do Governo do Estado. Em 2022, novamente não chegamos ao segundo turno. O reflexo foi direto: redução das nossas bancadas na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados, perda de espaço político e enfraquecimento da nossa capacidade de liderar Santa Catarina".

Chodini diz que o "caminho natural seria a reconstrução com protagonismo", o implicaria em vaga em uma chapa majoritária em 2026, ou candidatura própria.

Enfatiza, no entanto, que o MDB foi "esnobado e preterido" pelo governador Jorginho Mello no início do ano, e critica a postura de quem está demonstrando aceitar uma posição subalterna: 

"O MDB, em vez de se posicionar com firmeza, assiste à construção de um movimento conduzido por pessoas que, até ontem, não tinham qualquer compromisso com a nossa história. Um movimento que tenta empurrar o partido para uma aliança subordinada, baseada em interesses pontuais, como uma eventual suplência ao Senado, e não em um projeto real que respeite o tamanho de uma sigla que ajudou a construir Santa Catarina. Isso não é estratégia", pontua.

Ele defende a aliança com PSD, PP e União Brasil, em torno da candidatura de João Rodrigues, e deu recado aos lideres do encontro de ontem:

 "Aos líderes partidários que promoveram o episódio de ontem, deixo um alerta: se não enfrentarmos esta batalha hoje, em dois, quatro, seis anos, não teremos nada para disputar".

Abaixo, a "carta aberta", na integra, do presidente estadual do MDB:

"Caro amigo emedebista,

Chegou a hora de falar com clareza, sem rodeios e sem medo. O momento que o MDB de Santa Catarina atravessa exige coragem, não silêncio. 

Em 1999, filiei-me ao PMDB com apenas 17 anos. Não foi um movimento oportunista; foi uma escolha de vida. De lá para cá, enfrentamos batalhas duras, disputamos eleições difíceis, ajudamos a construir governos e fomos protagonistas em momentos decisivos do nosso Estado. O MDB sempre foi grande porque pensava grande. Mas os números recentes mostram uma realidade que não pode ser ignorada. Em 2018, ficamos fora do segundo turno do Governo do Estado. Em 2022, novamente não chegamos ao segundo turno. O reflexo foi direto: redução das nossas bancadas na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados, perda de espaço político e enfraquecimento da nossa capacidade de liderar Santa Catarina. Diante disso, o caminho natural seria a reconstrução com protagonismo: retomar o nosso espaço, organizar o partido, fortalecer lideranças e preparar o MDB para voltar à majoritária, mas não como coadjuvante. Após ser esnobado e preterido pelo atual Governo no início deste ano, o MDB, em vez de se posicionar com firmeza, assiste à construção de um movimento conduzido por pessoas que, até ontem, não tinham qualquer compromisso com a nossa história. Um movimento que tenta empurrar o partido para uma aliança subordinada, baseada em interesses pontuais, como uma eventual suplência ao Senado, e não em um projeto real que respeite o tamanho de uma sigla que ajudou a construir Santa Catarina. Isso não é estratégia. Isso é apequenamento. É preciso dizer com todas as letras: o MDB não nasceu para ser figurante. Não nasceu para aceitar migalhas. Não nasceu para ser linha auxiliar de um governo que não nos respeita, não na minha gestão como presidente. Quero deixar claro: se estivesse pensando em um projeto pessoal, já teria ocupado espaços, cargos ou feito qualquer composição conveniente. Caminhos não faltaram. Porém, nunca foi esse o meu compromisso. Tenho uma trajetória de lealdade ao partido, não de conveniência pessoal. O que está acontecendo hoje é grave. Aos 60 anos, o MDB de Santa Catarina corre o risco de se transformar em um partido fragmentado, de decisões isoladas, onde interesses individuais se sobrepõem ao projeto coletivo. Um partido que deixa de liderar para apenas acompanhar. Precisamos reagir. O MDB tem tamanho, história, capilaridade e liderança para disputar a majoritária. Vamos respeitar os diretórios municipais que decidiram estar em um projeto de verdade, que votaram a favor de compor a chapa com PSD e União Progressista. Aos líderes partidários que promoveram o episódio de ontem, deixo um alerta: se não enfrentarmos esta batalha hoje, em dois, quatro, seis anos, não teremos nada para disputar. Ou o MDB volta a ser grande, ou aceitará, pouco a pouco, a irrelevância. Essa é a escolha que está diante de todos nós"

Por Adelor Lessa 28/04/2026 - 15:05 Atualizado em 28/04/2026 - 15:45

O vereador Sandro Ressleer (PL) foi empossado agora à tarde pela prefeita Dalvânia Cardoso (PL) como novo seretário de saúde de Içara.

Ele substitui o ex-secretário Acélio Casagrande, que deixou o cargo no início de abril para ser candidato a deputado estadual.

Na vaga de Sandro na Câmara va assumir o suplente Paulo Cesar da Silva, o PC.

Sandro foi secretário de saúde no primeiro mandato de Dalvânia.

Deixou o cargo para ser candidato a vereador em 2024, quando se elegeu com 1.081 votos.

Dalvânia disse que fez a opção neste momento por Sandro para dar seqüência ao trabalho técnico e de resultados.

Acelio Casagrande, quando assumiu em 2025, já havia dado continuidade ao trabalho com a equipe deixada por Sandro, além de ter angariado recursos externos para saúde de Içara.

Na posse, estavam Sandro, a prefeita Dalvania, o vice-prefeito Alex Michels, a enfermeira Shirley Gazola, coordenação de atenção b;asica da Secretaria, e o enfermeiro Gustavo Schiliting, coordenador de atenção especializada. 

 

 

Por Adelor Lessa 28/04/2026 - 06:25 Atualizado em 28/04/2026 - 10:17

A Afasc (Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma) é uma organização filantrópica sem fins lucrativos, que presta serviço para a prefeitura na gestão e funcionamento dos centros de educação infantil, ou creches, e atende mais de 6 mil crianças.

A Afasc não pública, e não é privada.

Não é da prefeitura, e não é uma empresa privada como vários colegios que operam na cidade.

A Afasc nasceu na década de 70 para fazer a confraterniação e integração das mulheres da cidade, via grupos de mães, basicamente.

Com o tempo, passou a fazer funcionar as creches que seriam responsabilidade da prefeitura.

Entender tudo isso, e as diferenças, é importante para tratar do impasse estabelecido entre direção da Afasc e professores, que pode levar a uma greve nas proximas horas, conforme deliberação da assembléia de ontem à noite da categoria.  

A rigor, todas estas creches (ou Ceis), e os 6 mil alunos, deveriam estar ligados a rede municipal de ensino, em escolas da prefeitura.

É assim nas outras cidades.

O Ministério Público já acionou a prefeitura para fazer a mudança, e voltar ao que é, digamos, o normal. Mas, por enquanto não mudou.

Hoje, professores da Afasc querem o piso salarial dos professores da rede pública.

Mas, assim como eles não recebem o piso da rede pública, também não recebem o piso das escolas da rede privada que trabalham com de 6 mil alunos.

A defesagem no salário dos professores da Afasc é real e vem de muito tempo atrás.

As duas partes estão com dificuldade neste momento de encaminhar um acordo porque ficaram praticamente sem margem de manobra, pela posição carimbada na assembléia da categoria. O impasse deve seguir para Judiciário decidir.

Mas, se não tem negociação em mesa, e vai ter que aguardar uma decisão judicial, precisa fazer greve? E se o processo se arrastar na esfera judicial por meses, ou ano, vai ficar tudo parado todo o tempo?

   

 

 

 

Por Adelor Lessa 28/04/2026 - 05:40 Atualizado em 28/04/2026 - 06:37

Um ato de apoio à reeleição do governador Jorginho Mello (PL) reuniu nesta segunda-feira (27) à noite, em Florianópolis, 56 prefeitos do MDB catarinense (de um total de 70), mais 25 vice-prefeitos, deputados e a senadora Ivete da Silveira.

Além do governador Jorginho, participou a deputada federal Caroline de Toni (PL), candidata ao Senado.

O ato se faz importante pelo momento vivido pelo MDB, discutindo internamente se fica com Jorginho ou segue para o palanque de João Rodrigues (PSD).

O presidente estadual do MDB, deputado federal Carlos Chiodini, não participou. O único federal presente foi Valdir Cobalchini.

Dos seis deputados estaduais, três participaram - Jarry Comper, Antidio Luneli e Fernando Kreling.

Jorginho anunciou no seu discurso que conta com o MDB para ganhar a eleição e governar o estado, e que vai procurar o presidente Chiodini para tentar sacramentar o entendimento.

Da região, participaram quase todos os prefeitos do MDB.

Não foi o prefeito de Araranguá, Cesar Cesa.

A prefeita de Urussanga, Stella Talamini, não foi, mas justificou e foi representada pelo vice, Renato Bez Fontana.

Estavam os prefeitos de Turvo, Heriberto Schimitt, de Jacinto Machado, Sander Just, de Sombrio, Gislaine Cunha, e Treviso, Luciano Miotelli.

Os dois deputados estaduais do MDB do sul, Thiago Zilli e Volnei Weber, não participaram.

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