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DEIXE AQUI SEU PALPITE PARA O JOGO DO CRICIÚMA!
* as opiniões expressas neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do 4oito
Por Alex Maranhão 07/05/2026 - 08:48 Atualizado em 07/05/2026 - 09:55

Longevidade no futebol brasileiro virou exceção. Trocas rápidas, pressão exagerada e decisões tomadas no calor da emoção fazem parte da rotina da maioria dos clubes. E talvez por isso o Criciúma dê um exemplo tão importante ao futebol nacional.

Depois da marcante era de Cláudio Tencati, muitos imaginavam que seria difícil encontrar um nome capaz de criar novamente identificação com o torcedor carvoeiro. Mas Eduardo Baptista foi além da expectativa.

Chegou em um cenário pesado. Time desacreditado, pressionado, convivendo com zona de rebaixamento e um ambiente de desconfiança. Tinha cara de temporada perdida. Mas com um perfil firme, competitivo e um jeito intenso de liderar, Eduardo conseguiu recuperar a confiança do elenco e devolver competitividade ao Criciúma.

A arrancada na Série B de 2025 saindo da zona de rebaixamento até recolocar o Tigre entre os protagonistas do campeonato. O time retomou identidade, intensidade e voltou a fazer o torcedor acreditar. Uma campanha que, sem exagero, renderia facilmente um documentário.

E os números sustentam o trabalho.

São 53 jogos, 25 vitórias, 14 empates e 56% de aproveitamento. Título da Taça Acesc e vaga na Copa do Brasil. Estatísticas que mostram consistência, principalmente em um futebol brasileiro cada vez mais imediatista.

O torcedor carvoeiro cobra, pressiona e exige resultado. Sempre foi assim. Mas também reconhece quem trabalha sério e honra a camisa. Eduardo Baptista entendeu rapidamente o tamanho do clube e a força da conexão entre cidade, torcida e time.

Claro que divergências existem. Faz parte do futebol. Nenhum trabalho é unânime. Mas quem imaginava que Eduardo seria apenas mais um técnico de passagem pelo Heriberto Hülse se enganou.

Hoje ele tem respaldo da direção, confiança do grupo e, principalmente, a sensação de pertencimento. Está em casa.

Cascudo, resiliente, pé no chão e cada vez mais identificado com o Sul de Santa Catarina, Eduardo Baptista inicia mais uma temporada no comando do maior tricolor do Sul do Brasil com a chance real de consolidar um ciclo vencedor e torcemos para isso. 

No futebol, decisões tomadas com razão costumam durar mais do que as tomadas pela emoção. E talvez esteja justamente aí uma das maiores virtudes do Criciúma nos últimos anos.

Parabéns a Eduardo Baptista e toda sua comissão técnica. O futebol costuma premiar quem constrói com convicção.

Dias melhores seguem sendo escritos no Majestoso.

Alex Maranhão
Esporte & Negócios

 

Por Alex Maranhão 30/04/2026 - 07:36 Atualizado em 30/04/2026 - 08:09

O Criciúma Esporte Clube apresentou o balanço financeiro de 2025. As contas foram aprovadas pelo conselho deliberativo ( com ressalvas). 

E é justamente nesse detalhe que mora o problema.

Depois de um rebaixamento em 2024 com cerca de R$ 22 milhões em caixa no início da temporada, o cenário indicava um caminho claro em 2025: ajuste de rota, responsabilidade e reconstrução. Era o momento de reorganizar a casa, recuperar a confiança e reequilibrar o clube.

Mas não foi isso que se viu.

O Criciúma extrapolou o orçamento e praticamente dobrou os gastos previstos. Uma decisão que levanta uma pergunta inevitável e incômoda:

Quem responde por isso?

No futebol brasileiro, ainda vivemos um modelo onde decisões de alto impacto financeiro são tomadas, mas raramente existe responsabilização proporcional. Quem aprovou? Quem validou? Quem assumiu o risco?

E mais importante: alguém vai, de fato, responder por isso?

A realidade é dura. Não só no Criciúma, mas em boa parte do futebol nacional, gestores, diretores e executivos tomam decisões equivocadas e seguem suas trajetórias normalmente. Enquanto isso, a conta fica para a instituição. Fica para o CNPJ. E, no fim, sobra para o torcedor.

O torcedor paga, seja com prejuízo financeiro, perda de competitividade, títulos, ou anos de reconstrução.

Em qualquer empresa séria, decisões que ferem o planejamento e colocam a saúde financeira em risco geram consequências. Existem regras, metas, controles e, principalmente, responsabilização.

No futebol, ainda não.

Seguimos normalizando o que deveria ser tratado como exceção. A falta de governança, de critérios técnicos e de responsabilização individual perpetua um ciclo perigoso, onde errar não tem custo direto para quem decide.

E enquanto o CPF não responder pelas decisões que impactam o CNPJ, esse cenário vai continuar se repetindo.

O futebol precisa evoluir.

Profissionalizar a gestão não é matar a paixão,  é garantir que ela sobreviva. É tratar o esporte mais amado do mundo com o respeito e a seriedade que ele exige, sem perder sua essência, mas deixando para trás práticas que já não cabem mais.

Porque, no fim das contas, a pergunta continua no ar: quem paga essa conta?

E, por enquanto, a resposta a gente já conhece. O clube. Sempre o clube

Dias melhores ao nosso tricolor.

Alex Maranhão
Esporte & Negócios

Por Alex Maranhão 27/04/2026 - 07:32 Atualizado em 27/04/2026 - 08:02

O Criciúma não só venceu o CRB por 3 a 1, como mostrou algo que vinha faltando em alguns momentos da competição: um coletivo sólido, organizado e eficiente.

Foi um jogo onde o time funcionou coletivamente. Compacto, intenso, sabendo quando acelerar e, principalmente, sendo letal nas oportunidades criadas. Três gols que refletem bem isso: construção, presença ofensiva e confiança.

Mais do que os 3 pontos, o que chama atenção é o momento. Entrar no G4 da Série B não é só tabela, é mentalidade. É mostrar que o time começa a entender o tamanho da competição e o que precisa ser feito para brigar lá em cima que passa fundamentalmente pela campanha dentro de casa. 

Destaque para o zagueiro Ruan: impecável, firme dos duelos e auxiliando na primeira fase de construção ofensiva. Tem bom pé e vai começando a chamar a atenção no Brasileirão. 

Se o time de Eduardo Baptista for constante, sustentar concentração, maturidade e se mantiver esse padrão coletivo, o Criciúma não só briga… como começa a se colocar de verdade como candidato ao acesso. 

Vitória importante e dias melhores ao Tigre.

Alex Maranhão 

Esporte & Negócios 

Por Alex Maranhão 22/04/2026 - 08:03 Atualizado em 22/04/2026 - 12:23

Quando você observa movimentos como os do Barra FC, e do Confiança, fica claro que a transformação vai muito além de uma mudança jurídica. Não é sobre trocar CNPJ. É sobre mudar mentalidade.

O que está acontecendo ali é uma transformação silenciosa , mas poderosa: sair de um modelo historicamente amador, carregado de decisões emocionais e políticas, e entrar em um ambiente empresarial, onde governança, metas e responsabilidade financeira deixam de ser discurso e passam a ser prática.

E aqui está o ponto mais interessante: nos clubes menores, essa mudança encontra menos resistência. Há menos vaidade, menos interferência política e, principalmente, menos herança de erros acumulados ao longo de décadas. Isso cria algo raro no futebol brasileiro — capacidade real de execução.

A vantagem invisível dos pequenos

Clubes grandes têm história, torcida, pressão e dívidas.
Clubes menores têm liberdade.

E essa liberdade é um ativo estratégico subestimado.

Ela permite que as SAFs nesses ambientes operem com clareza e disciplina em três frentes fundamentais.

A primeira é a gestão profissional desde o início.
Não existe espaço para improviso. Cada contratação, cada investimento, cada decisão passa por análise de retorno. O futebol deixa de ser conduzido por impulso e passa a ser gerido como negócio.

A segunda é a formação como ativo central.
Enquanto muitos clubes grandes recorrem à base em momentos de crise, os menores estruturam sua operação em cima dela. Formar, desenvolver e negociar atletas deixa de ser solução emergencial e passa a ser o motor financeiro.

A terceira é a sustentabilidade antes do protagonismo.
Não existe a obsessão pelo resultado imediato a qualquer custo. Existe planejamento. Subir de divisão, consolidar marca, estruturar ativos e crescer com consistência. Valorizar marca. 

SAF não é milagre. É método e processo. 

Existe uma narrativa perigosa no mercado de que SAF resolve tudo. Não resolve.

SAF é estrutura. E estrutura não salva gestão ruim — ela expõe.

O que diferencia projetos como Barra FC ou São Bernardo não é apenas o modelo jurídico. É a clareza estratégica. Eles operam com respostas simples para perguntas que muitos clubes ainda ignoram:

Quem somos?
Onde queremos chegar?
Como vamos ganhar dinheiro?

Pode parecer básico. Mas no futebol brasileiro, isso ainda é diferencial competitivo.

O efeito que vai além do campo

Quando clubes menores passam a operar como empresas, o impacto não fica restrito a eles.

O mercado inteiro evolui.

O processo de captação de atletas se profissionaliza.
O scouting ganha inteligência e método.
Investidores começam a enxergar o futebol como ativo, não apenas como paixão.
A cadeia como um todo se torna mais eficiente.

Esses clubes deixam de ser coadjuvantes e passam a funcionar como plataformas de negócios.

Onde está a verdadeira oportunidade? 

Enquanto muitos ainda disputam espaço nos grandes centros, existe um movimento mais estratégico acontecendo fora do radar.

Os clubes menores se tornaram hoje o melhor terreno para construção de valor no futebol brasileiro.

O custo de entrada é mais baixo.
O potencial de valorização é alto.
A interferência política é menor.
E o espaço para inovação é muito maior.

Quem entende isso para de competir por visibilidade imediata e começa a construir estrutura de longo prazo.

Uma reflexão necessária

O futebol brasileiro sempre foi gigante dentro de campo. Isso nunca esteve em discussão.

Mas fora dele, por muito tempo, jogou pequeno.

As SAFs nos clubes menores mostram um caminho diferente. Um caminho com menos improviso, menos emoção desorganizada e mais visão de negócio.

Talvez o futuro do nosso futebol não esteja em tentar salvar os gigantes de ontem.

Mas em construir, com inteligência, os tubarões  do futuro.

Alex Maranhão 

Esporte & Negócios 

Por Alex Maranhão 19/04/2026 - 09:06 Atualizado em 19/04/2026 - 09:34

Tem coisa que vai além do resultado. Representa identidade, raiz e futuro.

Tainá Maranhão, ex-atleta do Criciúma feminino, acaba de conquistar um título importante com a Seleção Brasileira: campeã do FIFA Series, competição oficial preparatória para a Copa do Mundo.

Na final, o Brasil venceu o Canadá por 1 a 0, com gol de Aline Gomes, em um jogo duro, daqueles que exigem maturidade, leitura e personalidade. E foi exatamente aí que Tainá se destacou: habilidosa, ousada, ofensiva. consistente e cada vez mais presente no time, mostrou por que vem ganhando espaço na Seleção.

O Canadá é uma das grandes potências do futebol feminino mundial. Não é qualquer vitória. É a resposta de um grupo que está em evolução, construindo identidade e, principalmente, confiança para chegar forte na Copa do Mundo de 2027.

Após a conquista, Tainá foi direta, com a simplicidade de quem sabe o tamanho do momento:
"Um jogo muito difícil, contra uma grande seleção, mas vencemos com a nossa qualidade. É o meu primeiro título pela Seleção e estou muito feliz por viver isso."

Por trás dessa conquista, há história. Tainá é cria de Criciúma, formada nas meninas carvoeiras, carregando uma cidade inteira no peito. É o tipo de trajetória que inspira, principalmente outras jovens que olham para o esporte como caminho real de transformação.

Quando uma atleta com essa origem chega à Seleção e entrega nesse nível, ela não conquista só um título. Ela abre portas e inspira outras jovens.

Parabéns ao futebol feminino brasileiro. E, em especial, à Tainá, que segue levando o nome de Criciúma para o mundo com personalidade e resultado.

Pra frente, Brasil, salve a seleção

 

Alex Maranhão
Esporte & Negócios

 

Por Alex Maranhão 10/04/2026 - 07:44 Atualizado em 10/04/2026 - 11:55

O Criciúma entra em campo hoje, no Heriberto Hülse, diante do Botafogo-SP, em um daqueles jogos que exigem mais do que futebol. Exigem postura.

É uma partida perigosa. Não só pelo adversário, mas pelo momento. Do outro lado, um velho conhecido: Cláudio Tencati, técnico vitorioso, respeitado e que conhece o Majestoso como poucos. Um reencontro que carrega história, respeito e, naturalmente, um componente emocional.

Mas o que está em jogo vai além dos três pontos.

O Criciúma precisa de tranquilidade. Precisa retomar a confiança. Precisa mostrar que aprendeu com os erros recentes.

A derrota para o Goiás deixou lições claras. Um time que marcou distante, deu espaços, não pressionou o portador da bola e pagou caro por isso. Na Série B, esse tipo de erro não perdoa.

Eduardo Baptista sabe disso. E deve mexer novamente na equipe. A tendência é a manutenção do sistema com três zagueiros, buscando mais consistência defensiva. No ataque, a possível entrada de Romarinho pode trazer nova dinâmica e energia.

Mas, mais do que peças, o que precisa mudar é a atitude. O torcedor espera mais. E com razão.

Jogadores como Otero, Vaguinho, Nicolas e companhia têm capacidade para entregar muito além do que vêm mostrando. É noite de assumir responsabilidade, competir em alto nível e responder dentro de campo.

Porque jogos assim não se vencem apenas na técnica. Se vencem na concentração. Na intensidade. Na fome de competir.

O Criciúma não pode repetir os erros defensivos do último jogo. Precisa encurtar espaços, pressionar, ser agressivo na marcação. E, ofensivamente, ser mais decisivo, mais vertical, mais letal.

É jogo de atenção máxima. De humildade para entender o momento. E de personalidade para reagir.

Se quiser viver dias mais tranquilos na competição, o Tigre precisa dar a resposta hoje. E ela começa com atitude.

Dias melhores ao nosso tricolor.

Alex Maranhão

Esporte & Negócios

 

Por Alex Maranhão 08/04/2026 - 07:25 Atualizado em 08/04/2026 - 07:27

A AGAP-SC segue avançando, Reeleito por aclamação, Alex Rosa, conhecido como Viola, segue à frente da AGAP-SC (Associação de Garantia aos Atletas Profissionais de Santa Catarina), consolidando um trabalho que vem ganhando cada vez mais relevância no cenário esportivo.

 

A entidade, sem fins lucrativos, tem desempenhado um papel essencial no cuidado, orientação e apoio a ex-atletas profissionais, oferecendo desde suporte financeiro até acompanhamento em áreas como saúde, educação e reinserção social.

 

Desde o início da atual gestão, em 2022, mais de mil atletas são atendidos anualmente com benefícios que incluem bolsas de estudo, auxílio financeiro, alimentação, suporte cirúrgico, odontológico e exames, entre outras frentes de assistência.

 

Hoje, a AGAP-SC já figura entre as mais atuantes do Brasil, ocupando a terceira posição em número de atendimentos e benefícios concedidos, atrás apenas de São Paulo e Distrito Federal.

 

Para os próximos quatro anos, Viola destaca um direcionamento ainda mais estratégico: um olhar mais clínico, próximo e estruturado para ampliar o impacto da instituição, fortalecendo parcerias e elevando o nível de cuidado com quem dedicou sua vida ao esporte.

 

“É uma missão que exige responsabilidade e sensibilidade. Vamos trabalhar para oferecer ainda mais suporte e dignidade aos atletas e ex-atletas”, reforça o presidente.

 

Vida longa à AGAP-SC.

Parabéns a todos os envolvidos nesse trabalho que honra o esporte catarinense.

 

Alex Maranhão

Esporte e Negócios

 

Por Alex Maranhão 07/04/2026 - 08:04 Atualizado em 07/04/2026 - 09:29

O jogo começou como se imaginava: duro, competitivo, com o Criciúma bem postado. No primeiro tempo, o time conseguiu neutralizar o bom conjunto do Goiás e manteve o equilíbrio da partida.

Mas futebol é detalhe tomada de  decisão.

Na segunda etapa, o Criciúma se apequenou. E não foi por falta de capacidade, foi por escolha. A decisão de Eduardo Baptista de desmontar a linha defensiva, abrindo mão de Bruno Alves — que, mesmo sem uma atuação brilhante, dava sustentação ao sistema — custou caro. O time perdeu consistência defensiva,  abriu espaços e justamente ali, saiu o gol de Cadu.

Depois disso, o cenário foi claro: o Criciúma sentiu o gol, desorganizou-se, tentando no abafa, mas sem contundência. E quando um time perde organização na Série B, ele não consegue ser letal.

As escolhas do banco também pesaram. Waguininho virou um jogador “sem função”, oscilando entre ataque e lateral sem ser produtivo em nenhuma das duas funções. Diego Gonçalves permaneceu em campo mesmo sem participação efetiva que justificasse a decisão. Resultado: um time confuso, sem construção e sem agredir o bom time do Goiás.

A derrota fora de casa escancara algo que essa competição não permite:

desorganização, baixa competitividade, falta de transição ofensiva  e um jogo coletivo que não encaixa, nem a bola parada ontem funcionou.

A Série B é um campeonato de regularidade, leitura de jogo e, principalmente, tomada de decisão. E ontem, o Criciúma falhou justamente nisso.

Agora é virar a chave.

Como diria Argel Fucks: é baixar a cabeça, lamber as feridas e responder dentro de campo.

Sexta-feira, em casa, com o apoio do torcedor, é o momento de mostrar reação. Porque a Série B é difícil e não há tempo para lamentações.

Vamos Tigrão 

Alex Maranhão 

Esporte & Negócios 

Por Alex Maranhão 25/03/2026 - 15:20 Atualizado em 25/03/2026 - 15:27

E para Tiago Gasparino executivo de futebol do tigre esse  futuro já começou a ser desenhado.

 

Formar atletas no Brasil custa caro. Estrutura, profissionais, logística, competição… não é um investimento simples. Mas o retorno, quando bem feito, é gigantesco. E isso todo mundo dentro do clube já entendeu: a base precisa gerar retorno técnico e financeiro.

 

Quando você revela um jogador e coloca ele pronto para competir, você ganha mais do que desempenho dentro de campo. Você fortalece identidade, cria conexão com a torcida e, principalmente, gera ativo. E ativo, no futebol moderno, sustenta clube.

 

É aqui que entra a clareza de quem está conduzindo esse processo.

 

Eduardo Baptista não trabalha com improviso. Existe um critério. Não é sobre “dar minutos”, é sobre preparar o atleta para performar. Porque jogar jovem sem estrutura queima. Inserir com inteligência valoriza.

 

Nos bastidores, Tiago Gasparino é peça-chave nessa engrenagem. Esse tipo de mudança não acontece só dentro das quatro linhas. É metodologia, alinhamento e tomada de decisão firme.

 

Um exemplo recente deixa isso claro: o clube recusou uma proposta considerada baixa por um ativo. A mensagem é simples — só sai se fizer sentido financeiro. Caso contrário, fica e valoriza. Isso é mentalidade de clube que pensa grande.

 

O Criciúma começa a caminhar para um modelo mais sustentável. Menos refém do mercado, mais dono do que produz. 

 

Não é sobre pressa. É sobre estratégia.

 

Base exige tempo, maturação e coragem. O erro vai acontecer. Faz parte. Mas o acerto… o acerto muda o patamar do clube.

 

O torcedor precisa entender esse movimento. E mais do que isso, o clube precisa sustentar essa linha mesmo quando a pressão vier.

 

Se houver consistência, o Criciúma não só revela jogadores, como nos casos de Nino, Dodi, Marlon, Roger Guedes e Cia,  Ele constrói valor, fortalece sua identidade e se posiciona com inteligência no cenário nacional.

 

A alavancagem do maior tricolor do sul do mundo passa, inevitavelmente, pela base.

 

Alex Maranhão

Esporte e Negócios

 

Por Alex Maranhão 18/03/2026 - 08:26 Atualizado em 18/03/2026 - 11:08

Enquanto muitos discutem futebol em mesas confortáveis, um criciumense vive o jogo mais difícil da sua vida.

Bruno Ritter, ex-Vasco da Gama e com passagem pelo Caravaggio, hoje atua no futebol árabe e enfrenta uma realidade que vai muito além das quatro linhas.

Morando no Bahrein, ele vive o dilema entre perseguir o sonho de infância e conviver com o medo constante. Sirenes, alertas de mísseis, drones no céu e explosões que quebram o silêncio da noite fazem parte da rotina.

Não é sensacionalismo é vida real.

Bruno relata momentos de tensão extrema. Ataques frequentes, principalmente durante a noite, bombardeios próximos e a sensação de que a qualquer instante tudo pode mudar. Já são centenas de mortos na região, e o clima é de incerteza.

E mesmo assim, ele segue.

Com contrato até maio, mantém a esperança de dias melhores. Sonha com o retorno dos jogos, com a torcida no estádio, com o futebol voltando a ser apenas futebol.

Mas, acima de tudo, mostra algo que vai além do talento: coragem.

O futebol, mais uma vez, revela sua face mais humana. Não é só sobre títulos, dinheiro ou fama. É sobre resiliência. Sobre continuar mesmo quando o cenário é adverso. Sobre não abrir mão do sonho, mesmo quando o mundo ao redor parece desabar.

Bruno representa isso.

Um jovem que saiu de Criciúma para conquistar seu espaço e que hoje enfrenta uma batalha que nenhum atleta gostaria de viver,  mas que encara de cabeça erguida.

Dias melhores virão.

E quando vierem, a história dele será lembrada não apenas como a de um jogador, mas como a de alguém que não desistiu.

Alex Maranhão
Esporte & Negócios

Por Alex Maranhão 17/03/2026 - 07:41 Atualizado em 17/03/2026 - 07:54

Que Neymar é craque, gênio, maior artilheiro da história da Seleção Brasileira e multicampeão… ninguém discute.

Mas o técnico Carlo Ancelotti foi direto, sem rodeio:

só vai quem estiver bem. E esse é o ponto.

A convocação para os amistosos mandou um recado claro para o Brasil inteiro: não existe cadeira cativa.

Vai quem está performando.

Vai quem está entregando.

Vai quem está pronto. O campo fala. E o momento também.

Jogadores como Endrick, João Pedro, Gabriel Sara e Igor Thiago estão vivendo isso na prática. Estão voando em seus clubes… e ganharam uma chance de ouro.

Esses amistosos podem definir muita coisa. Inclusive, quem vai carimbar o passaporte para a Copa do Mundo. E aí chegamos ao ponto mais sensível:

Neymar.

O maior nome.

O cara que ainda carrega a esperança de milhões de brasileiros. Mas hoje… não está pronto.

O camisa 10 do Santos Futebol Clube ainda sofre com a sequência de lesões e está longe da sua melhor forma. E no futebol de alto nível, nome não joga sozinho.

Momento pesa. Performance decide.

Hoje, existem jogadores mais prontos, mais inteiros e entregando mais. Simples assim.

Isso significa que Neymar está fora da Copa? Não. Mas o recado foi dado: Se quiser estar lá… vai ter que merecer.

Porque talento ele sempre teve.

Agora, precisa ter sequência.

E se ele chegar no auge na última convocação… a história pode mudar. O Brasil torce por isso.

Porque quando Neymar está bem… o jogo muda, ele decide e o Brasil impõe respeito.

Vida longa à amarelinha. 

Alex Maranhão 

Esporte  &Negocios 

Por Alex Maranhão 16/03/2026 - 07:21 Atualizado em 16/03/2026 - 07:27

O resultado não foi o esperado. A estreia da ACF – Criciúma Futsal na Série Ouro terminou com derrota por 4 a 2 para a Chapecoense, em um jogo duro, daqueles de muita disputa do início ao fim. Mas quem esteve no ginásio percebeu que o placar não conta toda a história da noite.

O primeiro tempo do time carvoeiro não foi bom. A equipe demorou a entrar no ritmo da partida e encontrou dificuldades diante de um adversário experiente.

Mas no segundo tempo a história mudou.

O Criciúma voltou mais agressivo, pressionou, foi para cima e empurrou a Chapecoense contra a própria quadra. Em vários momentos só deu ACF. O time mostrou intensidade, coragem e, principalmente, vontade de competir.

O ambiente também chamou atenção. O ginásio estava cheio, com a torcida apoiando o tempo todo. A cada jogada, um grito, um incentivo. O futsal voltou a pulsar em Criciúma.

Na arquibancada estavam o prefeito Vaguinho Espíndola e a secretária de esportes Robinalva Ferreira, vibrando a cada lance ao lado do torcedor carvoeiro. Um gesto que mostra que, além do apoio financeiro, o compromisso com o esporte também se faz na presença, no incentivo e na energia compartilhada com a comunidade. Um apoio que vai muito além das palavras.

Nos minutos finais, porém, o jogo ficou marcado por uma arbitragem confusa, que acabou influenciando no desfecho da partida. Com um jogador a mais o bom time da Chapecoense aproveitou o momento e construiu a vitória por 4 a 2.

Mesmo com a derrota, a primeira impressão é positiva.

O Criciúma Futsal mostra ser uma equipe jovem, com muita margem para crescimento e evolução. Um time que joga junto, não se entrega e demonstra fome de vitória. Destaque para o camisa 77, o pivô Saymon. Esse é brabo e joga muito.

Ao final da partida veio o reconhecimento mais importante: o time saiu aplaudido de pé pela torcida.

E talvez esse seja o maior sinal de que algo novo está nascendo.

A torcida começa a cultivar novamente o hábito de ir ao ginásio para empurrar o Tigre.Se o resultado não veio na estreia, a esperança por um futuro brilhante certamente entrou em quadra.

Vida longa ao futsal carvoeiro.

Alex Maranhão

Esporte & Negócios ⚽🐯

 

Por Alex Maranhão 09/03/2026 - 07:59 Atualizado em 09/03/2026 - 09:01

O Criciúma garantiu, nos pênaltis, a conquista da Taça ACESC diante do bom time do Camboriú. Resultado importante. Título é título, vaga garantida e a Copa do Brasil de 2027 assegurada. No papel, missão cumprida.

Mas quem esteve no Heriberto Hülse no sábado, às 18h, viu algo que vai além do resultado.

A expectativa era de domínio do Tigre. De um time que impõe sua força dentro de casa. Do peso de um elenco que custa perto de R$ 4 milhões por mês contra um adversário respeitável, organizado, mas com uma folha salarial em torno de R$ 250 mil que nem de longe tem as condições que detém o Criciúma EC.

Um cenário que naturalmente apontava para um jogo controlado pelo Tigre.

Não foi isso que se viu.

Eduardo Baptista manteve DG no ataque mesmo após quatro jogos sem produzir praticamente nada. Recuou Vaguinho para a ala direita, tirando do jogador justamente o que ele tem de melhor: ataque ao espaço, profundidade e presença no terço final e optou por Sandry como volante que sentiu o o jogo e pouco produziu.  No banco, ficaram peças importantes  como Marcelo Hermes e Jean Irmer, enquanto o time perdia consistência confiança e organização.

O resultado em campo foi claro.

Na primeira etapa, o Camboriú tomou conta do jogo. Emerson e Choco dominaram o meio, controlaram o ritmo e fizeram o time visitante jogar com personalidade no Heriberto Hülse. Em vários momentos, o Criciúma parecia perdido: desorganizado, sem confiança e exposto a contra-ataques perigosos.

A torcida, naturalmente, se irritou.

Foi então que apareceu aquilo que muitas vezes decide jogos: talento individual.

Jonata Robert chamou a responsabilidade. O camisa 10 assumiu protagonismo, mudou o ritmo da equipe e recolocou o Criciúma no jogo. Depois, nas penalidades, o roteiro reservou drama. Alisson, que havia sido vilão alguns momentos recentes, acabou vivendo o papel de heroi da noite defendendo a última cobrança e dando o título ao tigre.

A taça ficou no Majestoso.

E isso importa.

Mas também é impossível ignorar o que o campo mostrou nesse primeiro trimestre da temporada. O desempenho coletivo ainda está abaixo do que o investimento e a camisa do Criciúma exigem.

Se esse nível de futebol aparecer na Série B, o torcedor tricolor dificilmente terá tranquilidade.

O momento pede ajustes de rota. Técnicos, táticos e também internos. Um elenco desse porte precisa entregar mais organização, mais consistência e mais protagonismo dentro de campo.

O título é bem-vindo. Sempre será, a vaga na copa do Brasil ainda mais.

Mas, no futebol, a taça muitas vezes esconde problemas que precisam ser enfrentados antes que se tornem maiores.

E o Criciúma ainda tem tempo para corrigir o rumo ou pagará muito caro na série B.

Dias melhores virão para o nosso tricolor, assim espera o seu torcedor.

Alex Maranhão

Esporte & Negócios 

Por Alex Maranhão 03/03/2026 - 08:08 Atualizado em 03/03/2026 - 08:18

Já dizia Wanderlei Luxemburgo: o futebol brasileiro é uma máquina de moer treinadores. E o caso de Filipe Luís no Clube de Regatas do Flamengo parece seguir exatamente esse roteiro.

Os números falam alto. Mais de 100 jogos, 63 vitórias, cerca de 65% de aproveitamento e cinco títulos. Um treinador jovem, com ideias modernas, respeitado pelo elenco e com leitura tática acima da média. No papel, um trabalho sólido. Na prática, bastou o ambiente político azedar para tudo ruir.

O desgaste com o presidente BAP não começou da noite para o dia. Nos bastidores, a relação já vinha tensionada. Filipe foi  contra à utilização do time principal em um contexto considerado inadequado, priorizando planejamento físico e gestão de elenco com apenas 09 dias de trabalho . Também teria barrado a entrada de torcedores para uma conversa direta com jogadores após resultado ruim — decisão que, do ponto de vista de comando, é coerente: proteger o grupo é função do treinador. Mas, politicamente, isso custou caro.

No Flamengo, como em poucos lugares do Brasil, o técnico precisa vencer jogos e também vencer o ambiente. E quando a relação com a presidência racha, dificilmente há sobrevivência. A decisão final foi de BAP: demissão.

A pergunta que fica é simples. Filipe errou? Pode ter errado em decisões pontuais, como qualquer treinador. Mas foi tratado como vilão por defender convicções técnicas? Ou virou vítima de um modelo onde o cargo de treinador é sempre o elo mais frágil da corrente?

O futebol brasileiro perde um técnico promissor, com identidade, coragem e resultado comprovado. Perde também a chance de amadurecer o debate sobre gestão, autonomia e projeto a longo prazo.

No fim, a frase de Luxemburgo segue atual. Aqui, a paciência é curta. E a máquina trituradora de pessoas no futebol não para.

O 7x1 nunca foi tão atual e explicável.

Alex Maranhão 

Esporte & Negócios 

Por Alex Maranhão 23/02/2026 - 07:06 Atualizado em 23/02/2026 - 07:08

O futebol é simples. Quando a bola entra, o time vence. E a paz volta.

 

O Criciúma precisava dessa resposta. A semana foi barulhenta. Pressão, desconfiança, arquibancada cobrando atitude. O ambiente pedia uma atuação convincente. E ela veio em forma de goleada: 4 a 0 sobre o Concórdia no templo sagrado do sul do mundo, o Majestoso.

Mas vitória assim tem dono. E o dono da noite vestia a camisa 9.

 

Nicolas foi o homem do jogo. Hat-trick de centroavante raiz. Daqueles que não dão descanso para zagueiro, que atacam espaço o tempo todo e finalizam sem pensar duas vezes. Tentou de todo jeito. De cabeça, fazendo pivô, atacando a última linha. E guardou três.


 

O Tigre jogou como time grande. Agressivo, empilhando chances, quase 70% do tempo no terço final. Sufocou. Amassou. Não deixou o adversário respirar. É verdade que o Concórdia ofereceu pouca resistência, mas quem já viveu vestiário sabe: quando a confiança está baixa, até jogo “fácil” vira armadilha. O Criciúma não caiu nela.

 

E fazia tempo que o Majestoso não via três gols de um jogador do Tigre em casa. Desde 2017, naquele 4 a 4 épico contra o Brusque quando este que vos escreve balançou as redes três vezes. Futebol é memória. E memória boa fortalece identidade.


 

A goleada não resolve a temporada. Mas muda o clima. Dá moral ao elenco. Recoloca o artilheiro no Game. Centroavante vive de gol. E quando o camisa 9 está com fome, o time cresce junto.

 

No futebol e nos negócios é igual. Resultado acalma. Performance sustenta. O Criciúma entregou os dois.

 

Se mantiver postura, intensidade e apetite, o Tigre volta a ser temido. E o torcedor volta a confiar.


 

Alex Maranhão

Esporte & Negócios

 

Por Alex Maranhão 18/02/2026 - 08:03 Atualizado em 18/02/2026 - 09:43

Ontem, o futebol voltou a mostrar uma ferida que insiste em não cicatrizar. Em Portugal, no Estádio da Luz, mais um episódio lamentável envolvendo Vinícius Junior.

O jogo era grande. Clima pesado. Arquibancada cheia. O Real Madrid enfrentando o Benfica em um dos palcos mais tradicionais da Europa. Vinícius fez o que sabe fazer: decidiu. Golaço. Personalidade. Celebrou dançando. Recebeu cartão amarelo por comemorar seu gol. Uma Piada!

Depois disso, o que é ainda mais grave. Insultos racistas. Chamado de macaco. Vaias ecoando no estádio. E, mais uma vez, a sensação de impunidade. O sistema aplaude isso.

Infelizmente, isso não é episódio isolado. Está virando rotina. E quando algo vira rotina, é porque o sistema está falhando.

Ou o futebol decide punir de forma exemplar, com multas pesadas, perda de mando, exclusão de competições e suspensão severa dos envolvidos… ou vamos continuar assistindo a esse ciclo se repetir.
Agora, pense comigo. Se a situação fosse invertida? Qual seria a reação? Qual seria o peso da punição? A indignação não é sobre clube. Não é sobre rivalidade. É sobre humanidade.

Racismo não é provocação. Não é “calor do jogo”. Não é opinião. É crime. É atraso. É sinal de uma sociedade que ainda precisa evoluir muito. Minha repulsa total a qualquer ato desse tipo.

Força, Vini. Força a todos que já sofreram esse tipo de ataque. Somos todos iguais. E todos que amam esse esporte precisam refletir sobre isso.

Alex Maranhão

Esporte & Negócios

 

Por Alex Maranhão 12/02/2026 - 21:00 Atualizado em 12/02/2026 - 22:32

O futebol da nossa região acaba de viver um daqueles capítulos que enchem o peito de orgulho. Moisés, filho de Morro da Fumaça e ex-Fortaleza Esporte Clube, foi vendido ao Santos Futebol Clube por R$ 12 milhões. Uma das maiores transações envolvendo um atleta formado na nossa região.

Não é só sobre dinheiro. É sobre trajetória.

Cria da LARM, Moisés começou nos campeonatos amadores, jogando municipais, chamando atenção pela entrega e personalidade. Tentou espaço em clubes locais, ouviu alguns “nãos”, mas não parou. A oportunidade apareceu no Concórdia Atlético Clube. Ele agarrou.

 

Depois veio a Associação Atlética Ponte Preta, onde brilhou. Na sequência, o salto para o Fortaleza. No Pici, virou protagonista. Gols, regularidade, identificação com a torcida. De promessa a ídolo.

 

Agora, o próximo capítulo é na Vila mais famosa do mundo, a Vila Belmiro, casa do time do Rei Pelé ao lado de Neymar.

 

A história de Moisés é simples e poderosa: talento ajuda, mas o que sustenta é trabalho duro, fé e disposição para continuar mesmo quando as portas parecem fechadas.

 

Ele prova que santo de casa faz milagre, sim. Mas é preciso ter olhos atentos para reconhecer os bons valores que nascem aqui.

 

Que essa nova etapa no Santos seja de ainda mais crescimento, maturidade e conquistas.

Morro da Fumaça está no mapa. E o Brasil está vendo.

 

Alex Maranhão

Esporte & Negócios

 

Por Alex Maranhão 12/02/2026 - 08:01 Atualizado em 12/02/2026 - 08:04

O Criciúma Esporte Clube apresentou oficialmente seu novo patrocinador master para a temporada 2026. A marca Bolsa de Aposta assume o espaço mais nobre da camisa tricolor, com ativações previstas no CT e no Estádio Heriberto Hülse. Não é apenas uma troca de logo. É um movimento estratégico.

 

No futebol moderno, discurso não paga folha. Estrutura, elenco competitivo e permanência em alto nível exigem investimento. E investimento relevante vem de parceiros fortes, com capacidade de ativação e visão de mercado.

 

O Criciúma vinha buscando esse perfil de patrocinador. Não alguém para “compor”, mas para sustentar ambição. Quem quer disputar campeonatos grandes precisa pensar grande também fora das quatro linhas.

 

A Bolsa de Aposta, liderada por Netuno, um dos traders mais conhecidos do país, entra no futebol com objetivo claro de expansão nacional. E escolhe o Tigre como plataforma. Isso diz bastante. Marca nenhuma coloca dinheiro pesado onde não enxerga potencial de visibilidade, credibilidade e crescimento.

 

É uma parceria que pode ir além da exposição na camisa. O mercado de investimentos esportivos e apostas segue aquecido no Brasil, cada vez mais profissionalizado. Estar conectado a esse ecossistema amplia networking, abre portas comerciais e fortalece o caixa.

 

No fim do dia, futebol é paixão. Mas também é negócio. E negócio se faz com estratégia, timing e leitura de mercado.

 

Ponto para a diretoria carvoeira, sob comando de Pedro Paulo Canella. Um golaço fora de campo que pode refletir diretamente dentro dele.

 

Alex Maranhão

Esporte & Negócios

 

Por Alex Maranhão 09/02/2026 - 08:18 Atualizado em 09/02/2026 - 09:08

Tainá Maranhão é campeã da Supercopa Feminina 2026 pelo Palmeiras. A atleta Criciúmense e revelada pelas Meninas Carvoeiras sob o comando da competente Bina Cássol, voltou a levantar um título com a camisa alviverde ao vencer o Corinthians nas penalidades. E como o futebol gosta de histórias bem escritas, foi justamente Tainá quem converteu o último pênalti, aquele que decide, aquele que fica para sempre.

Não é acaso. Tainá vem se destacando há algumas temporadas e hoje já é uma das melhores da sua posição na elite do futebol feminino nacional. Ousada, habilidosa, personalidade forte em campo. Tem Neymar como ídolo, sonha alto e, sem perceber, já inspira outras meninas a acreditarem que é possível.

Natural de Criciúma, filha de ex-atletas, ela segue com os pés no chão e a cabeça no lugar certo. O foco é claro: evoluir, representar cada vez mais o país com a camisa da Seleção e levar o nome de Criciúma ao topo do esporte nacional e internacional.

Chegar ao topo é difícil. Mas permanecer lá é ainda mais. A competitividade é enorme, o nível cresce a cada temporada e o futebol feminino brasileiro está cada vez mais forte. “Tem muitas meninas boas por aí, o segredo é seguir trabalhando muito todos os dias para merecer estar aqui”, finaliza a atleta do Palmeiras e da Seleção.

Como pai, como criciumense e como apaixonado por esporte, é impossível não misturar alegria, orgulho e gratidão. Gratidão pelo dom que Deus lhe deu. Orgulho por vê-la levar alegria a tanta gente. Alegria por testemunhar uma trajetória construída com trabalho, caráter e paixão pelo jogo.

Dias melhores para o futebol feminino.

E vida longa à nossa craque.

Alex Maranhão

Esporte & Negócios

Por Alex Maranhão 06/02/2026 - 08:14 Atualizado em 06/02/2026 - 12:00

O Criciúma não vence uma eliminatória em Chapecó desde 2008. O desafio é grande, pesado, daqueles que testam a Fé. Mas está longe de ser impossível. Desde que o time de Eduardo Baptista execute o plano com disciplina e concentração máxima.

Jogar em Chapecó nunca é simples. Campo mais apertado, torcida empurrando do primeiro ao último minuto, pressão constante, estádio cheio. A Chapecoense está na Série A e, mesmo vivendo altos e baixos, segue viva. Como diz o ditado dos gaúchos: enquanto há bambu, há flecha.

Para o Tigre, o jogo pede erro zero. Especialmente no sistema defensivo. É fundamental atuar compacto, com meio-campo e defesa bem próximos, e a última linha defensiva sem espaçamentos excessivos. É justamente ali, no corredor central entre zagueiro e lateral, que mora o maior perigo. As transições rápidas e os facões internos  que a chape faz que costumam castigar quem vacila. O time de Gilmar Dal Pozzo é especialista nisso. Usa e abusa dessa dinâmica, com meias pifando e jogadores como Marcinho, Ítalo, Bolasie e companhia atacando os espaços com agressividade.

Se Jean Irmer e Eduardo Debiasi conseguirem competir em alto nível no meio campo, vencer duelos e reduzir o tempo de tomada de decisão da Chape, o Criciúma já dá um passo importante. Na frente, o trio Jonathan Robert, Diego Gonçalves e Nicolas vai precisar estar inspirado. Jogo de decisão exige protagonistas. Exige gente que chame a responsabilidade e decida. Se essas peças funcionarem em sintonia, o Tigre tem totais condições de voltar de Chapecó classificado e mostrar, mais uma vez, do que é capaz quando é desafiado no limite.

O torcedor vive um misto de ansiedade, receio e esperança. Mas a confiança existe. A crença de que o maior tricolor do Sul do mundo pode repetir 2008 e eliminar a Chapecoense em seus domínios.

Que seja um jogo de entrega, inteligência e coragem. Oremos.

E boa sorte ao nosso Tigrão.

Alex Maranhão

Esporte & Negócios

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