As minas de carvão desativadas de Criciúma estão sendo estudadas para se transformarem em uma alternativa para a instalação de empresas de data center. O projeto, que conta com investimento de R$ 250 mil e é acompanhado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), está na fase de estudos e tem como objetivo avaliar as condições ambientais e estruturais das minas carboníferas da região.
“Estamos avaliando se algumas características, como umidade, interferência eletromagnética, poeira, entre outros fatores, não prejudicam a estrutura de um data center. A ideia é analisar todos os aspectos para verificar se realmente é viável receber esse tipo de empreendimento”, explica o presidente da Associação do Carbono Sustentável e diretor-executivo da Satc, Fernando Zancan.
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Recentemente, Zancan visitou uma mina de calcário na Itália com o objetivo de conhecer de perto como esse modelo de operação funciona. Além disso, a viagem buscou reunir informações sobre regulamentação, aspectos burocráticos e experiências já desenvolvidas em outros países.
“Estamos analisando possibilidades e buscando referências para montar o nosso plano de regulamentação. Viemos trocar experiências, conhecer outros casos e, assim, ter uma base para desenvolver esse projeto na nossa região”, comenta.
Etapas para transformar o projeto em realidade
O processo está dividido em três etapas, em que a primeira, em andamento, consiste na realização de estudos técnicos para garantir a segurança e a viabilidade do novo modelo. A segunda fase prevê a busca pela regulamentação junto aos órgãos competentes, como a Agência Nacional de Mineração (ANM), para assegurar que todo o processo ocorra dentro das normas exigidas. Já a terceira etapa envolve a articulação com o poder público e a busca por incentivos, incluindo emendas parlamentares e projetos de lei, para atrair empresas interessadas em investir na região.
“Atualmente, os investimentos em data centers estão mais concentrados na região Nordeste. Caso os estudos confirmem a viabilidade da instalação dessas estruturas em nossas minas de carvão, precisaremos criar mecanismos para demonstrar às empresas que a região é competitiva e representa uma boa oportunidade de negócio. Para isso, também serão importantes incentivos e legislações regionais”, finaliza Zancan.
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