Manifestantes do bairro Pinheirinho, em Criciúma, voltaram a bloquear o trânsito na Avenida Centenário no fim da tarde desta terça-feira (5). O ato, organizado por moradores e comerciantes, aconteceu às 18h30 e teve como objetivo reivindicar melhorias na área de segurança diante de frequentes furtos na região.
O protesto marca uma espera de 36 dias após a primeira manifestação, que aconteceu no dia 31 de março, reunindo aproximadamente 300 pessoas. Diferente do protesto anterior, a nova ação teve iniciativas mais incisivas como o fechamento da avenida nos dois sentidos, além da marginal que recebe o trânsito em direção à Unesc (apenas referência) e o uso de microfone e caixa de som.
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De acordo Rafael Topanotti, um dos organizadores do ato, destaca a mobilização da comunidade. Ele também alertou que apesar da primeira manifestação a prefeitura e autoridades não ouviram a comunidade do Pinheirinho.
"O prefeito não nos chamou pra conversar, não nos ouve. Os vereadores também não nos ouvem. Inclusive o microfone esteve aberto para eles também poderem falar o que eles fizeram nesses 36 dias em prol do Pinheirinho", relata.
Insegurança relatada por moradores
Moradores relatam furtos frequentes de fios elétricos, lixeiras e cercas no bairro, ocorrendo em qualquer horário do dia ou da noite.
Além disso, segundo Topanotti, pessoas que utilizam o transporte público também estão sendo incomodadas. "Hoje também eles têm entrado nos ônibus, incomodado os usuários de ônibus, tanto trabalhadores, como os estudantes que pegam os ônibus, eles ficam perambulando nas paradas de ônibus", explica.
A comunidade do Pinheirinho vem pedindo algumas mudanças na localidade, alegando falta de segurança para os moradores e comerciantes. Entre elas, uma presença ainda maior da Policia Militar na localidade e abordagem 24 horas. Para ele a Polícia tem feito a sua parte, mas precisa de mais suporte.
"Nós pedimos uma abordagem mais presente da assistente social com uma abordagem 24 horas e também achamos que o ideal é ter mais viaturas, mas falta efetivos. Se não fossem os policiais estaria muito pior. Outro pedido é a retirada da Casa de Passagem que não foi atendido", finaliza.
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