O programa de crédito empresarial do governo federal para atendimento de micro e pequenos empresários, Pronampe, foi lançado há mais de um mês - mas ainda conta com uma série de críticas. A principal das reclamações é de que a linha de crédito não chega na grande maioria dos MEI’s, e uma mudança de comportamento por parte dos bancos seria necessária para que o dinheiro chegasse na base.
Cerca de R$ 15,9 bilhões já foram disponibilizados pelo governo para a linha, e mais R$ 12 bilhões de incremento ainda aguardam aprovação. Em Santa Catarina, 15 mil contratos já foram assinados e R$ 500 milhões foram emprestados - algo que demonstra o sucesso da linha. Apesar disso, a mudança de comportamento dos bancos segue sendo importante.
“Já marquei com o ministro Paulo Guedes para a interpretação de que esses R$ 27 bilhões não podem ser o valor do financiamento, não pode ser um fundo de financiamento mas sim garantidor. Fica numa conta de fundo para, caso alguém não honrar o compromisso da linha, recorre ao fundo”, declarou o senador Jorginho Mello.
O senador ressalta que os bancos precisam mudar a interpretação que vêm tendo em relação ao programa. “O fundo garantidor é para honrar o compromisso se alguém não pagar, mas os bancos, que sempre mandaram no jogo, estão com essa impressão de emprestar somente o dinheiro que o governo disponibiliza”, pontuou.
Até então, o Banco do Brasil e a Caixa Federal são os principais adeptos ao programa. O Itaú também se colocou à disposição, com R$ 3,3 bilhões.