A Casa Guido, local de acolhimento a crianças e adolescentes com câncer em Criciúma, realizou um café com a imprensa na tarde desta quinta-feira (27), onde apresentou um balanço sobre os índices de casos de câncer infantojuvenil no Brasil, Santa Catarina, e nos municípios do Sul do estado.
Segundo apontado pela doutora da instituição, Juliana Dal Ponte, cerca de 40 crianças são diagnosticadas com a doença anualmente, nos 45 municípios da Amrec, Amesc e Amurel, e destacou a importância do diagnóstico precoce, um dos maiores valores da entidade. "Hoje a gente sabe que o câncer infantil ele não é prevenível, então a gente tem que trabalhar ativamente para poder fazer o diagnóstico precoce, ou seja, identificar a doença nas fases iniciais, para que a gente possa iniciar o tratamento de maneira precoce e aumentar a chance de cura desse paciente", explica a doutora.
No Brasil, são diagnosticados 7.930 casos por ano em crianças e adolescentes, enquanto no estado, são confirmados entre 300 e 400 diagnósticos. No país, a taxa de cura do câncer infantojuvenil é de 64%, enquanto o índice da Casa Guido é de 61%. Em países desenvolvidos a taxa de sobrevida pode ser superior a 80%, enquanto em países em desenvolvimento pode ser inferior a 50%. A Região Sul se destaca como a região de maior sobrevida no país, com 75%, enquanto no norte a taxa é apenas de 50%.
"O câncer infantojuvenil existe de verdade. Quanto mais precocemente eu conseguir identificar a doença, mais chance de cura ele tem. E esse é o nosso grande papel", informa o presidente da instituição, Rogério Campos.
Tipos mais comuns
Leucemia - Cerca de 30% dos diagnósticos
Tumores em Sistema Nervoso Central
Linfomas (Hodgkin e Não-Rodgkin)
Neuroblastoma (Tumor no Sistema Nervoso Simpático)
Tumor de Wilms
Sarcoma de Ewing/Osteossarcoma
Retinoblastoma
Campanhas da Casa Guido
No momento, a entidade trabalha com duas campanhas para captação de receitas, o Imposto de Renda e o Carnê solidário: "A principal campanha da Casa Guido hoje, é com relação à parte do imposto de renda, que vai ser nos próximos meses, referente ao ano corrente de 2024. Mas nós também temos aí o nosso carnê solidário, que é a nossa principal fonte de receita, porque a gente tem ele não só como uma forma de fonte de receita, mas também como uma forma para a gente manter o relacionamento com todos os nossos doadores", conta Campos.
"Em relação à estrutura, o ideal é que a gente tenha uma UTI pediátrica no local onde as crianças são atendidas com o diagnóstico oncológico e hoje isso não acontece, porque o hospital, que é referência em tratamento de oncologia, ele não disponibiliza de uma UTI pediátrica. Então, para melhorar as taxas de cura, a gente precisa melhorar o suporte ao tratamento oncológico e isso inclui uma UTI pediátrica", aponta Juliana Dal Ponte.
Imposto de Renda
O doador pode destinar até 6% do seu Imposto de Renda Pessoa Física para os projetos da Casa Guido. O valor deve ser destinado por meio de um depósito identificado na conta vinculada da organização social junto ao Fundo da Infância e Adolescência (FIA). Participando desta forma, o valor será restituído ao doador.