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Criciúma dos 2.975 raios

Somente na região da Linha Batista foram mais de 1,2 mil descargas registradas na tarde de terça-feira

Por Denis Luciano Criciúma, SC, 17/01/2019 - 07:05
Foto: Bruno Neka Dal Pont / Especial
Foto: Bruno Neka Dal Pont / Especial

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Que o temporal foi forte na terça-feira, não resta dúvida. “Foram 68,6 milímetros, 53 deles concentrados em menos de meia hora”. O dado do climatologista Homero Haymussi ilustra o tamanho da tempestade que atingiu Criciúma. “Se Criciúma fosse ainda coberta por Mata Atlântica, aquele tipo de chuva causaria inundações na floresta”, completa o climatologista Márcio Sônego, que chamou o fenômeno de “enchente relâmpago”. 

E a intempérie foi recheada por outro componente que assustou muita gente: os raios. A Climatempo, empresa especializada em climatologia, ofereceu ontem um dado estarrecedor. Na soma das 12 horas anteriores e das 12 posteriores ao temporal de terça, caíram exatos 2.975 raios em Criciúma. “Um número elevadíssimo, mais de cem raios por hora na média”, considera Sônego. “Não é normal nem corriqueiro”, concorda Haymussi.

Os raios de Criciúma / Fonte: Climatempo

Na análise do mapa oferecido pela Climatempo foi possível constatar que a região de Criciúma mais atingida foi a da Linha Batista e arredores, com 1.217 raios. Houve um epicentro, em área despovoada próxima ao loteamento Buenos Aires, com 717 raios.

Os raios da região da Linha Batista

O Bairro Mina do Toco foi atingido por 925 descargas elétricas, a grande maioria em um ponto entre a Rodovia Archimedes Naspolini e a Rua Estevam Naspolini. 

E os raios da região da Mina do Toco

Na região do Bairro Primeira Linha foram 803 raios, 349 deles em área aos fundos do quartel do 28º GAC, e 369 na altura do Bairro Jardim das Paineiras. O Morro Mãe Luzia, na área rural, arredores da BR-101 e perto do limite com Maracajá, foram 23 raios, e sete registrados na altura do Bairro São Roque, próximo ao limite com Forquilhinha.

Os raios da Primeira Linha e arredores

“Estamos sob influência da massa de ar equatorial, o tipo de ar mais quente e úmido que vem da Amazônia. Então, o calor força o ar úmido a subir na atmosfera, há uma fricção entre partículas criando as cargas negativas que descarregam em forma de raios”, avalia Sônego.

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