De novo o Criciúma não fez um bom jogo, reconhecido pelo próprio técnico Wilsão como muito abaixo da expectativa criada após a classificação na Copa do Brasil.
Se tecnicamente o time novamente deixou a desejar, teve disposição de sobra e uma enorme vontade de buscar a vitória a qualquer custo. Foram algumas boas chances de gol criadas e por erros recorrentes da falta de capricho, tranquilidade ou mesmo qualidade não se traduziram em gols.
Ficou clara a imposição física sobre um adversário que segurou enquanto tinha pernas e a na reta final do jogo sucumbiu à pressão e volume de jogo que o Criciúma impôs para aos 30 minutos do segundo tempo fazer o gol que pavimentou a vitória.
O futebol tem muito do imponderável, não estou citando nenhuma novidade e este imponderável foi o fator diferencial da vitória. Pedrinho vinha sendo o mais importante jogador do Criciúma até que passando um pouco da metade do segundo tempo foi substituído pelo Matheus Anderson que depois de alguns jogos como titular foi para a reserva e vinha sendo pouco aproveitado.
Pedrinho saiu chateado e na coletiva pós jogo Wilsão disse que fez a mudança buscando mais intensidade e foi justamente Matheus Anderson o responsável direto pela vitória. Com duas assistências deixou Uilliam Barros e Eduardo em condições de finalização.
A vitória, a primeira na temporada tirou o Criciúma da lanterna, mas ainda na zona de rebaixamento. O primeiro desafio na reta final do campeonato foi ultrapassado, o próximo, certamente mais exigente será no final de semana em Concórdia em outro confronto direto contra a degola.
Somente intensidade poderá não ser suficiente, o time com a diminuição da pressão depois da primeira vitória poderá mostrar crescimento na qualidade técnica e buscar com mais tranquilidade o resultado que será decisivo para a fuga do rebaixamento.