Novamente o Criciúma demonstrou total desprezo pelos profissionais demitidos na manhã de hoje. Depois de ter feito grande molecagem ao avisar a imprensa antes de comunicar ao técnico e ao diretor executivo que seriam demitidos o anúncio da saída dos dois foi feita apenas pelo site oficial do clube.
O presidente Jaime Dal Farra não teve a dignidade de estar presente para comunicar a imprensa e por extensão aos torcedores o porquê das demissões e mandou para a sala de imprensa o vice financeiro que ficou calado enquanto os demitidos faziam seus pronunciamentos lamentando as dificuldades e conclamando a cidade para se solidarizar com o clube e ajudar na luta contra o rebaixamento.
Mais uma vez tanto Waguinho Dias como João Carlos Maringá em suas falas mostraram alto grau de profissionalismo e solidariedade para com o clube que tentaram ajudar, mas que por vários motivos não tiveram sucesso.
Um desses motivos é a total falha no planejamento costurado ainda no final do ano passado e que os maus resultados impediram que tivesse sucesso. O presidente que é o dono do clube e de seu futebol não conseguiu mostrar convicção em nenhum momento e a única luz que acendeu foi quando contratou João Carlos Maringá e Gilson Kleina.
Com os dois vieram jogadores com boas referências, mas que aqui como tantos e tantos outros não conseguiram mostram o futebol que sabem e podem e sem mais recursos para investimento resultou num plantel carente em algumas posições. O resultado é a troca incessante de técnicos com atuações cada vez piores e a posição na vice lanterna da série B.
Mais uma vez Roberto Cavalo é contratado e desta vez com o time numa enorme aflição que exige resultados imediatos. Sempre que há mudança de comando a tendência é a superação dos jogadores. Foi assim recente quando Wilson Vaterkamper substituiu interinamente Gilson Kleina.
Waguinho Dias desmentiu esta lógica e agora que deixou o comando para a entrada do Roberto Cavalo fica a expectativa de recuperação já no próximo jogo que será coincidentemente contra o Botafogo por onde recentemente passou o novo técnico do Criciúma.
E também Vanderlei Mior, ídolo do clube que já esteve trabalhando com o mesmo Roberto Cavalo em 2015, o presidente aposta nesta dupla para estancar a sequência de resultados negativos. Vanderlei, espécie de assessor especial do futebol deverá trabalhar o vestiário e injetar, pelo seu passado, animo ao plantel atual.