Na reunião dessa quinta-feira (27), na Amrec, com o governador Jorginho Mello, empresários do ramo automotivo também estiveram presentes, juntamente com a Associação dos Revendedores de Veículos de Santa Catarina (Assovesc). Com mais de 140 participantes no local, os representantes manifestaram o descontentamento, causado pela realização de feirões automotivos, fora do horário comercial.
"Hoje a palavra seria indignação, com o governo municipal. Porque ficou claro que o governo municipal não está conosco. Ficou claro o pensamento do governo municipal que ele entende que esse modelo é bom para a sociedade criciumense, nós, mais de 80% do nosso segmento, pensamos diferente, achamos que o caminho é outro", conta o representante dos garagistas e concessionárias de Criciúma, João Batista Marcon, em entrevista ao Programa Adelor Lessa, nesta sexta-feira (28).
Segundo uma lei de mais de 15 anos, os feirões devem ocorrer em horário comercial. "A Lei 5446 de 2009, ela estabelece regras para esses feirões e uma das regras era que o feirão deve ocorrer no horário do comércio local. Em 2015 houve uma mudança nesse ponto, esse é o ponto chave de toda a discussão, nós só descobrimos isso em 2019. No final do ano, o prefeito encaminhou uma adim contra a lei. Este foi o fato que culminou com todo o nosso movimento de ontem", explica Marcon.
Apesar da situação, o representante não se mostra contra os feirões, mas mostra sua preocupação com a situação. "Esse tipo de negócio não favorece o comércio e muito menos ao consumidor, nós temos quando entramos nessa discussão nós sempre entramos em desvantagem. Nós não somos contra feirão, nós queremos que ele seja realizado dentro da lei", diz o representante.
Ouça a entrevista completa: