O vereador de Criciúma Zairo Casagrande (PDT) esteve em reunião na Setep para discutir a demora da realização das obras de duplicação na SC-108. Após conversas com representantes da empresa e outros vereadores, Casagrande acredita que a obra não anda por questões políticas e monetárias.
"Eu cheguei a uma conclusão de que na verdade, essa obra não vai andar. Então, na minha concepção, temos aí uma verdadeira enrascada, porque você tem uma empresa idônea, de ponta, que é o orgulho do Sul de Santa Catarina, envolvida num contrato que, na minha opinião, não vai acontecer, pelo menos comigo em vida", ressaltou.
Ele concedeu entrevista ao Programa Adelor Lessa nesta segunda-feira (22)
Uma das questões que segundo Casagrande impede as obras, é política, por conta de ser um ano eleitoral. "Temos aí uma eleição pela frente. Santa Catarina tem 5 milhões 640 mil eleitores. Cocal do Sul, onde fica 9 quilômetros dos 16,2 quilômetros da obra, tem 14.899 eleitores. Urussanga tem 17 mil eleitores e, se nós juntarmos o interesse de Criciúma, os três municípios impactados diretamente pela obra, somam 187.200 eleitores. Apenas 3,3% do conjunto dos eleitores de Santa Catarina", explicou.
Outro ponto seria a questão monetária e de acordo com o vereador a obra depende de um valor prometido no início das tratativas. "A primeira ordem de serviço foi em oito de setembro de 2022, e desde aquela data, nós tínhamos dificuldade com desapropriações e licenças ambientais. O que foi dito é que haveria R$ 1,5 bilhões financiados pelo BNDES e eu ainda não sei quanto desse dinheiro já foi liberado para Santa Catarina", ressaltou.