A partir desta terça-feira, 3, será incorporado em Criciúma o sistema de câmeras no efetivo da Polícia Militar (PM). O objetivo é auxiliar nas ocorrências, trazendo mais qualidade e transparência às ações. No entanto, essa mudança apresenta contrapontos, dentre eles, determinada resistência entre alguns policiais, afinal, esse novo sistema irá punir os abordados na ocorrência ou a polícia?
“Toda mudança gera algumas situações de crise. Uns querem ficar como estão, isso é natural, vamos ver no dia a dia. Pelo que a gente vê em outros locais, terá um ganho na ação de segurança pública”, explica o comandante da 6° Região de Polícia Militar (PM), Coronel Cosme Manique Barreto.
Conforme o Coronel, existem relatos de violência policial e situações onde há excesso. “Assim, terá transparência nas ocorrências, o policial militar terá que deixar de ser emocional e ser técnico na sua ação”, salienta. Ele acrescenta que todas as imagens serão armazenadas em um sistema de nuvem, onde a partir daí todas as pessoas terão acesso por meio de um código. Em uma audiência, por exemplo, o juiz poderá acessar as imagens e verificar de que forma aconteceu determinada ocorrência.
Não haverá uma central para monitorar as imagens, elas ficarão armazenadas e poderão ser checadas quando houver algum problema. Esse novo sistema compreenderá todo o Estado, e deverá abranger quase 100% do efetivo que trabalha na rua, que varia devido às escalas de trabalho.
Como vai funcionar?
Existe um dispositivo que, a partir do momento em que o policial assume o serviço, liga um tablet onde chegam todas as ocorrências, e automaticamente a câmera também será ligada. A câmera só será desligada quando a ocorrência encerrar. A nível estadual, o sistema estará 50% instalado nos próximos dias.