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Os protestos em Criciúma e pelo Brasil

"A caminhada foi um sucesso", avaliou uma das lideranças sindicais da região

Por Redação Criciúma, SC, 14/06/2019 - 16:59 Atualizado em 14/06/2019 - 17:21
Foto: Erik Behenck / 4oito
Foto: Erik Behenck / 4oito

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No dia de manifestações pelo Brasil, convocadas pelas centrais sindicais, Criciúma teve seu ato pela manhã, quando um grupo caminhou pela Avenida Centenário, coordenado por movimentos sindicais, reunindo-se no Terminal Central com mais trabalhadores, que estavam aglomerados na Praça Nereu Ramos.

"Foi acima da nossa expectativa, tudo tranquilo. Houve aprovação popular forte, a caminhada foi um sucesso", avaliou o sindicalista Célio Elias. "Reforçamos nosso protesto contra a reforma da previdência, os cortes na saúde e no orçamento da educação", completou.

O segmento mais representado no movimento de Criciúma foi o do magistério estadual. "Tivemos escolas parcialmente paralisadas. A reforma da previdência destrói não só os trabalhadores em educação, mas todos os trabalhadores. Nossa aula hoje foi nas ruas", avaliou a coordenadora regional do Sindicato dos Trabalhadores na Educação (Sinte), Kelly Pacheco.

Pelo Brasil

Diversas cidades brasileiras registraram nesta sexta-feira, 14, manifestações por mais recursos para a educação e contra as mudanças nas regras de aposentadoria. Convocada por centrais sindicais e outras entidades representativas de trabalhadores, a paralisação afetou, principalmente, o sistema de transporte público das cidades. De acordo com as centrais sindicais, ocorreram atos em mais de 300 cidades do país, em 26 estados.

Em Brasília, ônibus pararam de circular logo cedo, e o metrô atuou de forma reduzida. As aulas nas escolas públicas também foram impactadas pela paralisação. Segundo o Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF), cerca de 70% dos professores aderiram ao movimento. Em nota, a Secretaria de Estado de Educação do DF disse que as aulas não ministradas durante a paralisação deverão ser repostas, em datas a serem definidas pelas direções das escolas. O Sindicato dos Bancários de Brasília decidiu, em assembleia, aderir à paralisação. Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em todo o país há "casos pontuais de não funcionamento de agências em função da greve".

Em São Paulo, o metrô ficou parcialmente paralisado, e o serviço de ônibus também. A cidade também enfrentou manifestações em diversos pontos. Parte dos trabalhadores do sistema bancário também aderiu à paralisação. Na rede de ensino, o secretário estadual de Educação, Rossieli Soares, informou que apenas 74 escolas ficaram completamente paralisadas na manhã de hoje e outros 101 estabelecimentos funcionaram parcialmente. A rede estadual conta com 5,4 mil escolas.

Duas rodovias foram ocupadas por manifestantes no Rio de Janeiro. Na capital, manifestantes fecharam parcialmente a Avenida Brasil. A polícia usou bombas de efeito moral para dispersar a multidão. O trajeto pela ponte Rio-Niterói, que normalmente é feito em 20 minutos, chegou a mais de uma hora.

Bolsonaro comenta greve

Durante um café da manhã com jornalistas hoje, o presidente Jair Bolsonaro foi perguntado sobre a greve. O presidente disse ver o movimento como algo natural. "[Vejo] com muita naturalidade. Quando resolvi me candidatar, sabia que ia passar por isso", disse. 

Sobre reforma da Previdência, alvo das paralisações de hoje, Bolsonaro voltou a defender a importância das mudanças nas regras da aposentadoria, sem as quais os empresários não terão "segurança para investir".  
 

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