Visando reduzir os índices de analfabetismo, alfabetizadores da Escola de Jovens e Adultos de todo país estão passando por uma formação. Trata-se da primeira formação ampla de âmbito nacional ofertada aos alfabetizadores da EJA. O curso é voltado para 1,3 mil formadores regionais, que, por sua vez, são responsáveis por repassar os conhecimentos para as redes de ensino até chegar a coordenadores e professores, que levarão os conteúdos para as salas de aula. A formação, que é online, começou este mês e segue até 2026. O programa faz parte do Pacto pela Superação do Analfabetismo e Qualificação na Educação de Jovens e Adultos, o Pacto EJA, lançado no ano passado pelo governo federal como uma iniciativa inédita para dar ênfase e visibilidade à educação voltada para jovens, adultos e idosos. A formação tem ênfase em três áreas: linguagem, matemática e tecnologias.
Recentemente, o estado de Santa Catarina e a região da Amrec aderiram ao Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo. Essa preparação acontece, segundo a gestora do Centro de Educação de Jovens e Adultos (CEJA), Miriani Caetano, após um período de 10 anos sem investimentos. "A educação não tem idade, e a procura por cursos na EJA tem aumentado consideravelmente", afirma.
Em Criciúma, a gestão do CEJA também vai realizar um censo para identificar quantas pessoas ainda não completaram a educação básica ou não estão alfabetizadas. "Nós estamos recebendo muita gente de fora, pessoas do Norte, Nordeste, e estes estão vindo também nos procurar, estamos tendo também muitos haitianos" afirma Mariani.
Em Criciúma, o Centro de Educação de Jovens e Adultos (CEJA), localizado no antigo Jarbas Passarinho no bairro Pinheirinho. Com suporte da Prefeitura Municipal, o CEJA oferece ensino fundamental e médio para diversos municípios da região, incluindo Orleans, Lauro Müller, Treviso, Içara, Rincão e Cocal. Atualmente, a instituição atende uma média de mil alunos.
Ouça a gestora do CEJA, Miriani Caetano: