O aumento de lixo depositado nas lixeiras da orla, do calçadão e dos bairros do Balneário Rincão aumentam significativamente durante o período de verão. Com isso, quase que 100% do lixo recolhido no município acaba indo parar no lixão - os quais poderiam ser aproveitados e revertidos em dinheiro caso houvesse algum lugar para reciclagem na cidade.
De acordo com o diretor executivo da Samae, Jorge da Luz, a grande maioria do lixo recolhido no Rincão são plásticos, papéis, vidros e alumínios. Destes, somente as latas de alumínio acabam sendo reaproveitadas e vendidas por alguns trabalhadores. “Se tivesse um local para fazer a reciclagem no nosso município seria muito vantajoso”, ressaltou.
Jorge cita o caso de um catador da Lagoa dos Esteves que, em seu pátio, recicla todo o lixo da Vila Suíça, revertendo-os em aproximadamente R$ 2 mil por mês, somente com os materiais plásticos.
“Viemos conversando para fazer um teste de reciclagem em uma rua primeiramente, conscientizar as pessoas e, através desta rua, começarmos indo em todas as outras. Se fizermos isso em nosso município, teríamos um grande proveito e dinheiro arrecadado. Estamos estudando isso, para recolher este reciclável e levantar algum dinheiro para o município”, concluiu Jorge.