As últimas horas trouxeram à tona algumas conexões entre o assalto a banco da madrugada desta terça-feira, 1, em Criciúma e alguns fatos ocorridos em São Paulo.
Um dos carros utilizados pelos criminosos para atacar a agência do Banco do Brasil em Criciúma foi abastecido em um posto em Campinas, no interior paulista. A informação é do DC Online. Conforme a Polícia Civil, que apurou essa informação, o carro teria sido abastecido em Campinas no sábado, 29, dois dias antes do assalto em Criciúma. Esse fator indica a possibilidade de a quadrilha ter saído do interior de São Paulo para o ataque no sul de Santa Catarina.
Está em investigação, também, o indicativo de que um dos criminosos envolvidos no assalto em Criciúma teria participado de outro assalto recente a banco, em Ourinhos, interior de São Paulo.
A ligação entre os dois registros se deu com a comparação de imagens captadas durante os assaltos. Em Ourinhos, em 2 de maio, e em Criciúma, sete meses depois, estaria o mesmo suspeito em um dos ângulos capturados. A polícia está providenciando o cruzamento de impressões digitais deixadas nas cenas dos dois crimes.
Três meses
Outra novidade da investigação é a possível permanência por três meses em Criciúma de alguns dos criminosos, do grupo de mais de 30 que atacaram o Banco do Brasil na madrugada de terça-feira, 1, no Centro de Criciúma.
Conforme o perito-geral do Instituto Geral de Perícias (IGP), Giovani Adriano, "não é uma coisa que aconteceu da noite para o dia. Nós temos uma expectativa de que eles já estavam na região pelo menos há três meses se organizando para praticar esse crime". "Tem algumas coisas que estão nos levando a chegar a essa conclusão inicial", reforçou o perito.
Uma presa
Reportagem do programa Balanço Geral, da Rede Record, destacou nesta quarta-feira, 2, a prisão de uma mulher no distrito de Parelheiros, zona sul da capital de São Paulo. Na ocorrência, apurou-se que ela poderia ter participado do assalto em Criciúma.